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 Dezembro, 15

O Advento

Paulo Timm – Especial A FOLHA, Torres – Natal 2017

 

Todos os anos trago aos leitores de Torres e Passo de Torres,  na expectativa de ecoar por todas as curvas do Mampituba,  minha mensagem de BOAS FESTAS, através da lembrança do Advento. Neste ano que passou, marcado pela presença de sérios conflitos regionais no mundo, realçados pela  ameaça de uma hecatombe nuclear envolvendo a Coreia do Norte, além do agravamento da questão do clima, renovo meus votos na esperança de melhores dias.

O "advento" é o período, na tradição cristã,  de quatro semanas que antecedem o Natal. Ele se inicia no primeiro domingo deste interregno e vai até o dia 25 de dezembro. Trata-se de um período de reflexão e espera, na expectativa da “Boa Nova” do Mensageiro de Deus.  É um momento de preparação para a reunificação das famílias, dos homens de boa vontade e de todos os povos do mundo, sem rancores , sem preconceitos, sem outro sentimento que aquele ocupado pelo Amor ao Próximo.  Sim, porque a grande ceia da noite de Natal não é senão um artifício para a celebração  da concórdia entre todos nós. Confirmação do laço afetivo  num ritual simbólico, imaginário e de forte impacto real, depois que  centenas e até milhares de quilômetros foram tragados por ansiosos passos em direção ao abraço familiar. É para casa que voltamos sempre. É em casa, junto dos entes queridos, que renovamos as energias para enfrentar as adversidades de um ano novo que  logo se anunciará  na fatia dos tempos. Aproveitemos, pois, o Advento, para  meditar sobre o nosso  mundo – ocidental - : pluri-cultural, multi-étnico, democrático, laico,  embora  essencialmente cristão -, como síntese da razão helênica cevada na antiga Grécia e da fé de um homem simples que peregrinou pela Galileia e deixou seus rastros no Novo Testamento.

Vivemos, por certo,  há já décadas,  momentos difíceis de nossa História. Foi-se o sonho de uma noite de verão dos anos do pós-II Guerra. A razão e a liberdade, que pareciam sustentar a construção de um homem capaz de construir seu próprio destino e um novo horizonte para a humanidade, estão em cheque. As esperanças de um mundo melhor parecem soterradas. O Advento, porém, contribui para reforçar a persistência no bom caminho da iluminação. O homem, enfim, é o começo e o fim de tudo. Ainda há tempo, mas há que refletir. Pensar com coragem, determinação e prudência. Pensar e agir enquanto oramos,todos,  mesmo os que não sabem rezar, por um 2018 mais promissor. Para nós, brasileiros,  ele será decisivo para moldar um novo tempo.

 

 

 

Dezembro, 10 

O ATO, O FATO E O PATO

                                                     Paulo Timm

 “A preferência pela ontologia junto a teoria do conhecimento faz ecoar o impasse da razão tecnológica (onde ressoa a barbárie), mas além do objetivismo-idealista, um pragmatismo-reificado termina por influenciar o senso da verdade racional de muitos. Ao evitar a precedência da ética na abordagem ontológica, ignora-se as razões das escolhas de objeto de pesquisa e o sentido do bem implicado no conhecimento produzido, para este ou aquele grupo. O sonho da solidez, da força e da certeza sempre atende aos poderes etnocêntricos, daqui e de lá. Hoje, mesmo nas ciências humanas, muitos buscam categorias fixas, em nome de determinada validade de pretensão universal, que todos sabemos, nunca se alcança, chegando no máximo à certas validades gerais. Penso que, se na prática as ciências e a filosofia não implicam a ética prioritariamente em suas escolhas, então, o que o conhecimento diz do ser é aquilo que convêm a poucos”

Felipe Lessa FACE BOOK

Dia da FILOSOFIA

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No último dia 16 celebrou-se o Dia Mundial da Filosofia, que foi lembrado pela ONU com uma mensagem na qual enaltece o papel deste campo do conhecimento como estímulo ao diálogo entre as culturas, além de outras virtudes:

 “Para a UNESCO, a filosofia também é o meio de liberar o potencial criativo da humanidade, e fazer emergir as novas ideias. A filosofia cria condições intelectuais para a mudança, o desenvolvimento sustentável e a paz.”

Em suporte ao ensino da Filosofia, cujo nascimento situamos no século de ouro da Grécia Antiga – Sec. V AC – a  Conferência Mundial das Humanidades, na Bélgica, em agosto de 2017, determinou as diretrizes para o ensino de humanidades e a  UNESCO se esforça para difundir esta visão.  A diretora-geral da UNESCO lembrou que, ainda hoje, a filosofia é um baluarte contra o estreitamento de opiniões, uma maneira de cultivar a distância crítica diante da saturação das informações, diante dos discursos simplistas que buscam colocar as culturas umas contra as outras. (UNESCO cit)

                                   Mensagem  UNESCO/ONU – 16 novembro 2017

 

 

Na verdade, a Filosofia trata da procura da verdade, o que exige que ela não só crie teorias, como, paralelamente, crie uma sintaxe própria. Tal como a Poesia, sua prima, a Filosofia nasce do espanto diante do mundo e repousa sobre dois grandes vértices de reflexão: (1) O Transcendentalismo que nos remete à  estrutura universal de como a realidade se apresenta para nós e que nos dão as  coordenadas da realidade, ou seja, como pensar, (2)Ontológico, que trata da  realidade em si , sua emergência e sua disposiçãp - quem sou - , esta , cada vez mais sequestrada pelas Ciências Naturais; neste campo a ideia o ente, dotado de consciência e capaz de decidir sobre seu destino, como um acidente do ser, ocupa um lugar central.

:
“ Desde sua própria origem a filosofia parece oscilar entre duas abordagens: a transcedental e a ontológica ou ôntica. A primeira se refere à estrutura universal de como a realidade se apresenta para nós. Que condições é preciso atender para que a percebamos uma coisa como realmente existente.? “Transcedental é o terreno técnico filosófico, para tal arcabouço, o qual define as coordenadas da realidade –por exemplo – a abordagem transcental nos torna conscientes de que para um naturalista científico, só os fundamentos materiais espaço temporais regulados pelas leis naturais realmente existem, enquanto para um tradicionalista pré-moderno, espíritos e signaficados também são partes da realidade, e não apenas projeções humanas. A abordagem ôntica, por outro lado, está preocupada com a realidade em si, com sua emergência e sua disposição como apareceu o universo. Será que ele tem um começo e um fim?Qual o nosso lugar nele? No século XX , a brecha entre esses dois métodos de pensamento se tornou mais acentuada: a abordagem transcedental alcançou seu apogeu com o filósofo alemão M.Heidegger (1889-1976), enquanto a ontológica parece , hoje, ter sido sequestrada pelas ciências naturais. – esperamos que a resposta a nossa pergunta sobre as origens do universo venha da cosmologia quântica, das ciências do cérebro e do evolucionismo.”

                                            (S.ZIZEK em ACONTECIMENTO, Ed. ZAHAR, pg. 09-10)

 

 

A Filosofia, entretanto, embora tenha sido o ponto de partida para o pensamento científico, tendo em Aristóteles, discípulo de Sócrates, o patrono da postura ordenadora e racionalista dos fatos observados, com vistas à sua “lei” de sua, não é normativa. Ela é especulativa. Não dá soluções. Formula indagações  sobre o que observa tratando  dar conta e razão de forma a criar uma certa e datada  inteligibilidade. No dizer de Roberto Gomes, irrecorrível, a “Filosofia é uma razão que se expressa”.

Da Filosofia, amiga do saber, não derivaram apenas as Ciências Naturais, mas também as Humanidades, a partir do Direito, seguindo-se, depois a Economia, a Sociologia, a Psicologia , a Política e suas amplas derivações. De todas elas o Direito foi o que mais preservou a tradição perquiritória da Filosofia, mesmo depois de enveredar nos tempos modernos, com Kelsen, para a positividade da norma. Mas a sociedade civilizada  se recusa a condenar alguém sem procedimento processual, o qual impõe não só os lados antagônicos da acusação e da defesa, como ainda a presença de um juíz que se interpela permanentemente à luz da hermenêutica, ou seja, da interpretação das leis. Não fora este fundamento filosófico e bastaria a Polícia para prender, processar e julgar os criminosos com base na no que está escrito na Lei. Mas isso não basta à Filosofia do Direito.

A Sociologia surgiu mais tarde, desmembrando-se da Filosofia na tentativa de melhor compreender os fenômenos que deram origem à modernidade. Émile Durkheim foi seu fundador e procurou definir e situar o fato social como objeto da nova disciplina. Ele estudou profundamente as relações entre o indivíduo e a sociedade, mostrando a inevitabilidade desta, com sua armadura legal e institucional,  na modelagem da cultura. Preocupava-o, sobretudo, a disfunção capaz de levar a situações de ruptura desta cadeia, a que deu o nome de anomia.

O conceito de anomia foi cunhado pelo sociólogo francês Émile Durkheim e quer dizer: ausência ou desintegração das normas sociais. O conceito surgiu com o objetivo de descrever as patologias sociais da sociedade ocidental moderna, racionalista e individualista

A organização dos homens em uma mesma sociedade, regulada pelas mesmas leis é o que permite a mediação de conflitos individuais e sociais: “A única força capaz de servir de moderadora para o egoísmo individual é a do grupo; a única que pode servir de moderadora para o egoísmo dos grupos é a de outro grupo que os englobe” (DURKHEIM, 2010, P. 428).

A anomia é definida pelo autor como a ausência dessa solidariedade, o desrespeito às regras comuns, às tradições e práticas.

Esta lembrança é oportuna à luz da questão, hoje candente, da prisão de parlamentares no Estado do Rio. Para muitos, decorrente, para muitos,  de uma certa confusão na interpretação da decisão do Supremo Tribunal Federal, depois que este transferiu ao Senado o caso Aécio Neves. Ora, talvez a questão não seja propriamente de confusão no campo do Direito, mas de um estado típico de anomia no âmbito do Estado brasileiro. Algo muito mais grave.Isso vem a ser admitido pela PGR que recorreu da decisão de soltura dos referidos deputados, que acabou devolvendo-os à prisão por decisão do TRF 2 , Rio de Janeiro, quando alegou que o Estado é “uma terra sei lei” - https://l.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fwww1.folha.uol.com.br%2Fpoder%2F2017%2F11%2F1937120-pgr-vai-ao-stf-contra-alerj-e-diz-que-rio-e-terra-sem-lei.shtml%3Futm_source%3Dfacebook%26utm_medium%3Dsocial%26utm_campaign%3Dcompfb&h=ATNbWwTwqLlnL67h2NSIa4L5IM1PdKX6a-R3xNOXjPOOtn5kaRZxxqSgGfrx-o619Wt4tjS0ewBDtA3meyEiU3hyuGXNE1oreuplM_359nKxP0vwpQDFWDHUtQ9L_8DvOFWQ3KgDVj3hoscP_3kPKww0M4317aQh3oNvCo_cz4RNQmttpe5GJrnw34o0Vw126P3lN3PfYCWWCGjVwudN4HYw7TpMhPG5O7GQdCSdPzWFvNKmjq1gqlyHmhhjY27hs6tvvKZrg-XJVlQ2nWZ6PWWts6cp28mXz3IuxGFk4Ru3EiQ

Oportuna também, a lembrança de Durkheim, para restaurar à Sociologia um mínimo de especulação que a impeça de virar uma mera técnica de ajustes sociais daquilo que se considere desviação da norma social. Hora, pois, de um pouco de hermenêutica de Sua Excelência imperial e brutal: O fato.

Jamais  se contente com ele como lhe parece ou aparece, mesmo à luz das mais sofisticadas ferramentas de observação. Nunca há, por exemplo, uma única percepção e  interpretação do visto ou medido. Basta ver o que diz cada uma das testemunhas de um acontecimento, mesmo sob o cuidado de separá.las antes da consulta. 
Pergunte-se, antes COMO estes supostos fatos ocorrem. E POR QUE?
Aí vai descobrir aquilo que os ÍDOLOS DA RAZÃO, no dizer de um dos pais da modernidade, um tal Lord Bacon, encobrem e que outros Cientista Sociais advertem sobre o descolamento do real, do imaginário e do simbólico. E descobrirá a diferença entre o que aí está, posto e disposto, com aquilo que poderia ser e que é, exatamente, o que move a consciência no mundo.

Isso posto,  começará a entender, graças à Filosofia e suas derivações no campo das Ciências Humanas , porque o Homem  é sempre um enigma,  refém de uma razão que sua própria razão desconhece. E nunca mais será  um pato…

 

DEZEMBRO, 07

ORA DIREIS OUVIR AS VAGAS ESTRELAS DA URSA

 

“Não se ama a pátria porque ela seja grande e poderosa, mas porque é a nossa pátria” , dizia  Sêneca. E o Poeta Maior da moderna idade lusitana (FP), sublinhava: “O rio que passa pela minha aldeia é o mais lindo do mundo porque é rio que passa pela minha aldeia”.

A vida é simples, embora breve, mas se  enobrece pela virtude, amante da verdade, e se imortaliza pela arte. Foi assim, desde as cavernas, passando pelas grandes civilizações do passado, até os tempos atuais.

Um momento mágico deste longo itinerário, foi o século de Péricles (V AC), em Atenas, coração da Grécia antiga, embora um pequeno ponto no vasto e grandioso Império Persa que a cercava e ameaçava. Mas Péricles não foi um homem só. Por trás dele descortinava-se a grandeza de Homero e as lições da Iliada e da Odisseia, fundamento da PAIDEIA, tal como a Bíblia o é para nós. Naquele tempo a Poesia era companheira inseparável da condição humana, tradição que o Irã e povos orientais cultivam até hoje para encanto dos viajantes. Nós a perdemos pelo caminho da racionalização do mundo. Urge reencontrá-la.

Enquanto isso, resta-nos a História.

Em sua obra “Paideia: a formação do homem grego”.  Werner Jaeger deixou-nos um legado para o dos ideais da educação da Grécia antiga. Lamentavelmente, perdi meu exemplar, devidamente assinalado. Foi-se com meu FIAT roubado há alguns anos, sem que o furtivo meliante percebesse a preciosidade que capturara. Onde terá ido o meu PAIDEIA? Mas ainda compro outro e, se der tempo, o relerei com todo o cuidado….

A Paideia tal qual os gregos entendiam, envolve o ensinamento do corpo e da mente. Poesia, teologia, filosofia, gramática, retórica, matemática, música e astronomia faziam parte da formação da alma do homem grego.Jaeger demonstra isso desde os tempos remotos da Hélade com a poesia de Homero. Como GiamBattista Vico havia percebido, toda grande civilização começa com os poetas-teólogos, que são aqueles que transmitem o mito fundador da nação para o povo. A poesia foi a primeira forma de preparação da mente de crianças e adultos para a compreensão do mundo. O Mythos é a pedagogia de Homero, porquanto os seus poemas reproduzem as estórias de deuses e homens que dão início à Paideia. Jaeger acredita que Homero produz um pensamento “filosófico” relativo às leis eternas que governam o mundo. Na Ilíada e na Odisseia, as paixões humanas e os elementos da tragédia grega que Aristóteles iria explicar de forma tão maravilhosa na poética já se fazem presentes.”

 

Felipe Pimenta, in Resenha -

https://felipepimenta.com/2014/03/13/resenha-paideia-de-werner-jaeger/

Da PAIDEIA, de Jaeger, retirei um ensinamento: a importância da educação na formação de um povo. Educação no sentido amplo, não como 2 mais 2 são 4, mas também 22 ou, quem sabe, até 5… A educação importa não porque entrega conhecimentos adicionais. Mas porque molda um caráter com base no culto da virtude e da beleza. O erro dos doutores é a vaidade que os  transforma num burro carregado de livros, esquecendo-se do encanto da pátria e do rio que passa pela aldeia.   Diderot sabia disso, como se observa de sua nota sobre outro livreto de Sêneca, “Vida Feliz”:

 “Para o ignorante não há ciência mais simples e evidente que a moral; o sábio, porém, a considera a mais espinhosa e obscura . Talvez a moral seja a única ciência da qual se extraem defuções das mais justas audazes e distantes antes eesmo que se definam princípios. Por que isso acontece? Porque heróis são heróis antes de serem pensadores. Pensadores são produtos do ócio; os heróis se forjam na circunstância. Forma-se um pnesador nas escolas, frutos tardios do tempo. Os heróis repousam entre perigos, presentes em todos os tempos No heróis verifica-se a moral em ação, da mesma maneira que nos poetas a moral está nos pensamentos.”

Na Grécia antiga, por exemplo,  as crianças eram mandadas à Escola para aprender Oratória e Retórica. A primeira era a arte do discurso; a segunda a arte da argumentação. Esta era decisiva porque eles acreditavam, seguindo os sofistas, dentre os quais Protágoras pontificava, que tudo no mundo continha o justo e o injusto e ambos eram igualmente justificáveis. Um cidadão, portanto, deveria saber comparecer à Agora, onde cevou-se a democracia,  provido deste instrumental na defesa de suas ideias e seus interesses.. 
Contra este tipo de pensamento insurgiram-se Sócrates e seus seguidores- Platão e Aristóteles, imediatamente - , dando a origem à Filosofia, no esforço de dar conta e razão das questões que os atormentavam em busca da VERDADE. Uma verdade e não muitas... Daí nasceu o LOGOS, que desembocaria na Ciência e teria seu leito de Procusto na raciolinazação instrumental da socedade tecnológica, a ÉTICA, cuja filha dileta seria a Política, e a ESTETICA, como culto da beleza. 
Tudo para soterrar as superstições que assombravam o pensamento humano e o sofismo, que tergiversava sobre a verdade.
Isso me ocorre agora quando ouço o derradeiro discurso do Governo , quase de misericórdia, em defesa da REFORMA DA PREVIDÊNCIA. Afirma com ares doutorais que, com a REFORMA, a ECONOMIA PODE VOLTAR A CRESCER. Sem a REFORMA ela volta a cair.
Primor de retórica sofista.Coisa de marqueteiro, não de gente iluminada com as luzes da PAIDEIA.

E há quem acredite...

Se a Reforma da Previdência é importante, basta revelá-la em sua verdade. Não só com os algarismos que enchem tabelas pré concebidas para justificar o próprio argumento, mas com os números, como dizia Pitágoras, que alimentam o espírito, sobretudo o espirito público.

 

 

 NOVEMBRO, 21

                O ATO, O FATO E O PATO

                                                                 Especial para A FOLHA, Torres . 

 

 “A preferência pela ontologia junto a teoria do conhecimento faz ecoar o impasse da razão tecnológica (onde ressoa a barbárie), mas além do objetivismo-idealista, um pragmatismo-reificado termina por influenciar o senso da verdade racional de muitos. Ao evitar a precedência da ética na abordagem ontológica, ignora-se as razões das escolhas de objeto de pesquisa e o sentido do bem implicado no conhecimento produzido, para este ou aquele grupo. O sonho da solidez, da força e da certeza sempre atende aos poderes etnocêntricos, daqui e de lá. Hoje, mesmo nas ciências humanas, muitos buscam categorias fixas, em nome de determinada validade de pretensão universal, que todos sabemos, nunca se alcança, chegando no máximo à certas validades gerais. Penso que, se na prática as ciências e a filosofia não implicam a ética prioritariamente em suas escolhas, então, o que o conhecimento diz do ser é aquilo que convêm a poucos”

Felipe Lessa FACE BOOK

 

                                                                *

 No último dia 16 celebrou-se o Dia Mundial da Filosofia, que foi lembrado pela ONU com uma mensagem na qual enaltece o papel deste campo do conhecimento como estímulo ao diálogo entre as culturas, além de outras virtudes:

Na verdade, a Filosofia trata da procura da verdade, o que exige que ela não só crie teorias, como, paralelamente, crie uma sintaxe própria. Tal como a Poesia, sua prima, a Filosofia nasce do espanto diante do mundo e repousa sobre dois grandes vértices de reflexão: (1) O Transcendentalismo que nos remete à  estrutura universal de como a realidade se apresenta para nós e que nos dão as  coordenadas da realidade, ou seja, como pensar, (2)Ontológico, que trata da  realidade em si , sua emergência e sua disposiçãp - quem sou - , esta , cada vez mais sequestrada pelas Ciências Naturais, particularmente Neurociências;

A Filosofia, entretanto, embora tenha sido o ponto de partida para o pensamento científico, tendo em Aristóteles, discípulo de Sócrates, o patrono da postura ordenadora e racionalista dos fatos observados, com vistas à sua “lei” , não é normativa. Ela é especulativa. Não dá soluções. Formula indagações  sobre o que observa tratando  dar conta e razão ao que vê. No dizer de Roberto Gomes, definitiva: A “Filosofia é uma razão que se expressa”.

Da Filosofia, amiga do saber, não derivaram apenas as Ciências Naturais, mas também as Humanidades, a partir do Direito, seguindo-se, depois a Economia, a Sociologia, a Psicologia , a Política e suas amplas derivações. De todas elas o Direito foi o que mais preservou a tradição perquiritória da Filosofia, mesmo depois de enveredar, nos tempos modernos, com Kelsen, para a positividade da norma. Não fora este fundamento filosófico e nos bastaria a Polícia para prender, processar e julgar os criminosos, com base na no que está escrito na Lei. Mas isso não basta à Filosofia do Direito. Ela exige o que chama de hermenêutica. Ainda bem...

A Sociologia surgiu mais tarde, desmembrando-se da Filosofia na tentativa de melhor compreender os fenômenos que deram origem à modernidade. Émile Durkheim foi seu fundador e procurou definir e situar o fato social como objeto da nova disciplina. Ele estudou  as relações entre o indivíduo e a sociedade, mostrando a inevitabilidade desta, com sua armadura legal e institucional,  na modelagem da cultura. Preocupava-o, sobretudo, a disfunção capaz de levar a situações de ruptura desta cadeia, a que deu o nome de anomia.

. O conceito surgiu com o objetivo de descrever as patologias sociais da sociedade ocidental moderna, racionalista e individualista.

A anomia é definida pelo autor como a ausência dessa solidariedade, o desrespeito às regras comuns, às tradições e práticas.

 

Esta lembrança é oportuna à luz da questão, hoje candente, da prisão de parlamentares no Estado do Rio. Para muitos, decorrente, de uma certa confusão na interpretação da decisão do Supremo Tribunal Federal, depois que este transferiu ao Senado o caso Aécio Neves. Ora, talvez a questão não seja propriamente de confusão no campo do Direito, mas de um estado típico de anomia no âmbito do Estado brasileiro. Algo muito mais grave… Isso vem a ser admitido pela PGR que recorreu da decisão de soltura dos referidos deputados, que acabou devolvendo-os à prisão por decisão do TRF 2 , Rio de Janeiro, quando alegou que o Estado é “uma terra sei lei” -

https://l.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fwww1.folha.uol.com.br%2Fpoder%2F2017%2F11%2F1937120-pgr-vai-ao-stf-contra-alerj-e-diz-que-rio-e-terra-sem-lei.shtml%3Futm_source%3Dfacebook%26utm_medium%3Dsocial%26utm_campaign%3Dcompfb&h=ATNbWwTwqLlnL67h2NSIa4L5IM1PdKX6a-R3xNOXjPOOtn5kaRZxxqSgGfrx-o619Wt4tjS0ewBDtA3meyEiU3hyuGXNE1oreuplM_359nKxP0vwpQDFWDHUtQ9L_8DvOFWQ3KgDVj3hoscP_3kPKww0M4317aQh3oNvCo_cz4RNQmttpe5GJrnw34o0Vw126P3lN3PfYCWWCGjVwudN4HYw7TpMhPG5O7GQdCSdPzWFvNKmjq1gqlyHmhhjY27hs6tvvKZrg-XJVlQ2nWZ6PWWts6cp28mXz3IuxGFk4Ru3EiQ

 

 Nem com a Filosofia, nem com a Sociologia, porém, você alcançará a sabedoria, mas  começará a entender,  porque o Homem  é sempre um enigma,  refém de uma razão que sua própria razão desconhece. E nunca mais dará uma de pato diante do fato…

 

 

 


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[Documentário] – Friedrich Hegel – “Grandes Filósofos” – (legendado português)

Friedrich Hegel (1770 — 1831) foi um filósofo alemão. É unanimemente considerado um dos mais importantes e influentes filósofos da história.…

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Anna Maria Monteiro publicou uma nota.

 

o “Aufhebung” de Hegel, suprimir, conservar e superar

Vídeo sobre a dialética hegeliana- 15 min- https://www.youtube.com/watch?v=DGJ-kDdYlIE

Aufhebung é um dos conceitos mais importantes do sistema hegeliano. Ao conter os sentidos de suprimir, conservar e elevar, ele permite designar um dos traços essenciais da proposta filosófica de Hegel, a saber, a instituição de um sistemático discurso em movimento. Isto aparece, por exemplo, no modo de desenvolvimento próprio da Fenomenologia do Espírito, a ciência da experiência da consciência: em cada uma das etapas nas quais a consciência avança em seu processo de autoconhecimento, os ensinamentos do mome..

https://www.facebook.com/notes/560490437439643/

 

 

 

 

 

 

 

Aula 03

A recepção do pensamento filosófico de Hegel na França por Kojève, Hyppolite e Koyré - e seu impacto sobre a filosofia de Derrida.

YOUTU.BE

 

 

Está online o vídeo que deveria ter ido ao ar ontem. Ele traz uma panorâmica da filosofia francesa no século XX. Infelizmente, saiu com defeito técnico (ruído), mas acho que dá para ver/escutar tranquilamente. Aos poucos, a gente vai se aperfeiçoando. Quando chegar lá pelo vídeo 5 ou 6, espero que já não tenha mais problemas :)

Mais informações (dicas bibliográficas, dados do vídeos), curtam as páginas:
Aqui: https://www.facebook.com/filosofiaemtranse/
Twitter: @filosofiatranse
Youtube: Canal Filosofia em Transe

https://www.youtube.com/watch?v=NEI1X1Mk93Y

 

 

 

 

 

 

Alexandre Almeida - Vídeo fascinaste, é um pouco longo para o face 15 minutos, mas quem ama leitura vai gostar!!!!

 

 

 

 

 

 

 

Meu amigo nietzsche

YOUTUBE.COM

https://www.youtube.com/watch?v=fhgsbkRGUKs

 

Anna Maria Monteiro

 

Uma crítica ( fundamentada) à Nietzsche!

[ Não é como muitos que o criticam simplesmente chamando Nietzsche de "comediante alemão" e não dizem em que ou onde ele estaria errado, se é que está...]

É...mas existe um mundo além da ciência! A ser visto! 

 

Quimeras filosóficas – É impossível defender a ciência, ler Nietzsche e levar ambos a sério |...

Quimeras filosóficas – É impossível defender a ciência, ler Nietzsche e levar ambos a sério Filosofia da CiênciaAnticiênciaArtigosFilosofiaout 19, 20140 7 Eu não consigo entender como uma pessoa pode afirmar-se defensora e amante da ciência e da tecnologia – que são frutos da racionalidade e do pens…

http://www.universoracionalista.org/quimeras-filosoficas-e-impossivel-defender-a-ciencia-e-ler-nietzsche-e-levar-ambos-a-serio/

 

 

O impacto de Nietsche no sec. XX

Osvaldo Giacoia jr. – invenção do contemporâneo

https://www.youtube.com/watch?v=H-osDVnX3w0

Publicado em 23/02/2013

O que o Nietzsche faz é mostrar para o homem moderno que Deus está morto, e que todos nós somos os seus assassinos.

 

 

 

 

Curso Livre György Lukács em 10 vídeos

Do Blog da Boitempo Em junho de 1971, exatamente 45 anos atrás, nos deixava um dos maiores filósofos marxistas do século XX. Passado quase meio século, sua obra se revela cada vez mais indispensável

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BBC - Friedrich Nietzsche - Humano, Demasiado Humano

Humano, Demasiado Humano é uma série de televisão produzida pela BBC. O Documentário apresenta a vida de três proeminentes filósofos europeus: Friedrich Niet...

 

Salvar

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Martin Heidegger - Humano Demasiado Humano BBC

O projeto do tratado Ser e Tempo, foi publicado em 1927 no mesmo ano que Minha Luta (Adolf Hitler). Este programa examina a vida e a filosofia de…

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Foucault e a Grécia Antiga: ouça a palestra "A cultura do eu", apresenta em inglês pelo filósofo

Na sua palestra sobre ‘’A Cultura do Eu’’ feita em Berkeley em 1983, Foucault formulou e reformulou…

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Lembra-se da resenha detalhada d'A Arqueologia do Saber? Pois então, segunda tem uma seção nova resenhada!

Aproveite e leia tudo que já fizemos, você vai aprender o que é um discurso em seus detalhes e o que é um enunciado para Foucault. Já são 10 seções resenhadas!

 

A Arqueologia do Saber - Michel Foucault: resenha detalhada

Em 1969, A Arqueologia do Saber, de Michel Foucault, foi lançado. Logo após Maio de 68 e no limite de sua fase arqueológica, o autor tomou a iniciativa para…

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52:42

Café Filosófico - Orgulho nosso de cada dia, com Leandro Karnal

por Edenilson Morais

 

Hamlet de Shakespeare e o mundo como palco - Leandro Karnal

por Hugo Alves

 

1:56:16

O Ódio no Brasil -- Leandro Karnal ( inscreva-se no canal )

por Uma dose de inteligência

 

2:12:34

7 Pecados Capitais - A inveja e a tristeza sobre a felicidade alheia - Leandro Karnal

por Nádima Andrade

 

 

7 Pecados Capitais - A inveja e a tristeza sobre a felicidade alheia - Leandro Karnal

Inveja. Eis um dos sentimentos mais torpes e difíceis de serem eliminados da alma humana. Trata-se de...

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Aula 2 | Derrida50 | Filosofia em Transe

Panorama geral sobre a filosofia francesa no século XX. Livros citados: Alain Badiou, "A aventura da filosofia francesa" Frederic Worms,…

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Para entender um pouco sobre história, filosofia, ciência e arte, você não precisa gastar tanto tempo assim. Conheça o canal do Philos no YouTube! Toda semana temos uma novidade para você! Inscreva-se: http://bit.ly/PhilosNoYouTube#PensoLogoAssisto

 

 

Penso, Logo Assisto! Bem-Vindo ao Philos TV

Para entender um pouco sobre história, filosofia, ciência e arte, você não precisa gastar tanto tempo assim. O canal do Philos no YouTube traz cultura e…

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Voltaire - O filósofo ignorante

Produzido por Julio Cezar Lazzari Junior E-mail: juliolazzari81@gmail.com

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O bem humano e a busca pela felicidade: uma lição de Aristóteles

Veja aqui o primeiro post com o vídeo sobre a busca pela felicidade na Filosofia grega Por Eduardo Wolf Em que consiste nossa felicidade? A

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Déconstruction et phénoménologie. Derrida en débat avec Husserl et Heidegger par Françoise Dastur

La déconstruction n'est pas une méthode, elle n'est pas plus un acte ou une opération : la déconstruction est un événement. Ce terme, associé à Derrida, est…

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Heidegger: De camino al pensamiento

Un documento clave para comprender la historia de la filosofía contemporánea.

YOUTUBE.COM · 3.722 COMPARTILHAMENTOS ·17 DE JULHO DE 2013

 

 

 

TV CULT investiga Jacques Derrida - YouTube

Alexandre Costa shared a video

 

IMPERDÍVEL : AULA TRADUZIDA DO DELEUZE SOBRE O ANTI-ÉDIPO .

Pensamos que saúde mental não é algo espontâneo. Muito menos congênito.…

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Michel Foucault Por Ele Mesmo - (Michel Foucault Par Lui Même)

Minha felicidade e realização - ver uma criança feliz. Anisia Nascimento Conselho tutelar, um chamado, uma missão de amor às nossas crianças e adolescentes. ...

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Foucault entrevistado por Alain Badiou

https://www.youtube.com/watch?v=pkFC6tH_of8

Parte II- https://www.youtube.com/watch?v=41-cPCyC12Q

 

Michel Foucault: Filosofía y psicología 1/2

Michel Foucault es entrevistado por Alain Badiou en 1965

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Foucault, Deleuze e Derrida

Neste Vídeo a filosofa Scarlett Marton explica um pouco da filosofia desses três grande monstros do ocidente. Em que medida eles ainda são úteis para o pensamento contemporâneo?

 

Roberto D'Ávila entrevista Leandro Karnal- Globo News- 20/07/16

Roberto D'Ávila entrevista Leandro Karnal no Globo News em 20/07/2016 Inscreva-se no nosso canal do youtube https://goo.gl/UWVOR6 Curta nossa fã…

 

 

 

 

Aqui vão os quatro encontros do Café Filosófico - Versão TV Cultura - sobre "Mal-Estar, Sofrimento e Sintoma":

Sofrimento e Mal-Estar com Christian Dunker
https...

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a lógica do condomínio, com vladimir safatle (versão tv cultura)

VIMEO.COM|POR CPFLCULTURA

 

 

 

 

Tirer parti de Max Weber : Partie I

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Société Louise Michel Rencontre avec Michael Löwy. Partie I. Tirer parti de Max Weber. Le 24 septembre 2013, au Lieu-dit, Paris. Intervenants : Michael Löwy ...

https://www.youtube.com/watch?v=bay7Wh8D-HM

 

Derrida: On The Private Lives of Philosophers

Asked what would he like to see in a documentary on a major philosopher, such as Hegel or Heidegger, Derrida replies he would want them to speak of their…

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Debate Entre Michel Foucault & Noam Chomsky — sobre a natureza humana

Histórico debate entre dois gigantes pensadores ocidentais. O filósofo Michel Foucault — filósofo,...

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[Conferência] - "Uma investigação sobre a natureza humana a partir da filosofia transcendental...

Immanuel Kant (1724 -1804) filósofo alemão, geralmente considerado dentre os maiores filósofos da era moderna. Resumo da conferência: A filosofia...

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Amei

 

 

 

Slavoj Žižek. The Return To Hegel. 2009 1/16

http://www.egs.edu/ Slavoj Žižek speaking about Hegel and Hegelian concepts of history and historicity, drawing not only on the works of Marxs Grundrisse and...

 

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Slavoj Zizek Vs. David Horowitz | The World of Tomorrow | Debate

It was bound to end in disaster: two ideologues, one a communist and the other a neo-conservative, "do battle" over a skype link from a house in England…

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FILOSOFIA, ÉTICA, REALIDADE

 

Tem que ser divulgado... Raridade rara que vem de 1967... Sobre Heráclito, o da dialética... Em tempo: Filosofia das melhores

 

Heraclito, o Obscuro (um Curta sobre o filósofo Heráclito de Éfeso)

Heraclite l'obscur (Patrick Deval, 1967) Tunisia. 20 min. Zanzibar group (por GUERRILHA FILOSÓFICAwww.facebook.com/guerrilhaf)

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[CONFERÊNCIA] - Gilles Deleuze - "O que é o ato de criação" (legendas em português)

Gilles Deleuze (1925 - 1995) foi um filósofo francês. A célebre conferência, "Qu’est-ce que l’acte de création ?", sobre o cinema e o ato criativo, foi proferida em Paris em 17 de maio de 1987. &nb...

 

http://filosofiaemvideo.com.br/conferencia-gilles-deleuze-o-que-e-o-ato-de-criacao-legendas-em-portugues/

 

 

Amigos! Muito bom vídeo do canal Filosofia Hoje sobre alienação. Vale muito a pena assistir e o melhor é que vai ser disponibilizado um curso completo sobre o assunto! Clique para assistir

 

Debate Inicial - Alienação na Mídia Tradicional e Internet

Aula número 1 do curso Alienação na Mídia Tradicional e Internet. É um debate inicial com diversas questões deste curso. Interessante para todos nós que usam...

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Espelho meu!

 

Café Filosófico - Orgulho nosso de cada dia, com Leandro Karnal

Recomendo aos orgulhosos de plantão a aos que fingem a si próprios que não o são:

"Um dia, o mais belo arcanjo, lúcifer, disse eu ao invés de nós. surgia o ser individual que se destacava da criação e buscava um lugar de consciência de si, onde antes só havia o coletivo da criação. iniciava-se a história. Na mitologia religiosa, o mensageiro do mal preside ao pecado original da soberba e da vaidade. O mundo contemporâneo rebatizou a soberba como autoestima e a necessidade de se amar acima de tudo, como repete o mantra de quase toda a literatura que vende felicidade em drágeas nas bancas dos aeroportos. a humildade, o recato e a modéstia passaram de virtudes a deficiências de lítio. o encontro trata do mais original e primordial de todos os pecados, o orgulho, capaz de seduzir a todos, especialmente aqueles que se consideram humílimos. de atributo maléfico, o orgulho virou parte do mundo burguês contemporâneo. a virtude/defeito erigiu estátuas, criou biografias e deleites pessoais. Perdida a inocência/humildade original, resta o anseio pelo nós, rejeitado pelo pai da mentira, ou seja, pelo pai de todos nós. Filhos legítimos do individualismo orgulhoso, lutamos pela adoção de um mundo humilde e voltado ao outro, ou seja, o mundo oposto a todos nós. Apátridas,vagamos fixados na miragem do humilde modelo criado por nós, que insiste em estar além do espelho borgiano; parte deste aleph pode ser encontrado ao se destrinçar o fascinante mundo do orgulho.

Com Leandro Karnal: historiador, doutor em história social pela USP, professor da Unicamp e autor de diversos livros.

https://www.youtube.com/watch?v=gnJny32sjAQ

Orgulho nosso de cada dia, com Leandro Karnal (versão tv cultura)

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Leandro Karnal - Temor e Tremor - CPFL Cultura

Temor e Tremor - Há no homem uma fratura profunda: somos um poço que contempla o céu. Não sabemos quem somos, nem porque aqui estamos. Esta ...

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CAFÉ FILOSOFICO – OUT 02 -2014 – Leandro Karnal

http://www.cpflcultura.com.br/wp/?aovivo=leandro-karnal-o-mal-primordial-o-orgulho-nosso-de-cada-dia

A soberba precede à ruína; e o orgulho, à queda.

As palavras agradáveis são como um favo de mel; doçura para a alma e saúde para os ossos.Há caminhos que parecem retos ao homem e, contudo, o seu termo é a morte.
A fome do trabalhador trabalha por ele, porque sua boca o constrange a isso.

Provérbios 16:24-26 - https://www.bibliaonline.com.br/vc/pv/16

 


Uma Conversa Entre C.G. Jung e Mircea Eliade

Aos 77 anos de idade, o Professor C. G. Jung nada perdeu de sua extraordinária vitalidade, de seu surpreendente espírito juvenil.

MONOMITO.ORG

 

 

Wittgenstein (1993) PELICULA COMPLETA subtitulos español.

Ludwig Josef Johann Wittgenstein (Viena, Austria, 26 de abril de 1889 — Cambridge, Reino Unido, 29 de abril de 1951) fue un filósofo, matemático,…

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Jean-Paul Sartre é tema de telefilme e livro inédito no Brasil - Cultura - Estadão

Docudrama sobre filósofo francês trata de seu engajamento político e ensaio aborda a questão da subjetividade; veja trailer

 

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ESTADÃO · 443 COMPARTILHAMENTOS ·24 DE JULHO DE 2015

 



 

Estudos Filosóficos: “A Banalidade do Mal e sua tenebrosa atualidade” – Reflexões na companhia...

“A cada nascimento vem ao mundo algo singularmente novo.” HANNAH ARENDT, “A Condição Humana” Julgo que Hannah Arendt legou à…

ACASADEVIDRO.COM

 

 

Romero Venancio‎ para FILOSOFIA, ÉTICA, REALIDADE

Uma entrevista sobre filosofia, ciência, sabedoria e racionalidade com Paul K. Feyerabend Recomendo!!!

 

Entrevista com Paul Karl Feyerabend - autor do clássico “Contra o método”- em Roma (1993) legendada em português

A entrevista e o texto de apresentação (abaixo) foram traduzidos do alemão por Adriano Steffler, e…

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Contra o Método - Galileu Galilei e Paul Feyerabend "O Impossível é possível" BR8

 

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Salvar

https://www.youtube.com/watch?v=I5VPtHoLYtM

 

 



 

Cientificismo sim, positivismo não! Denúncia de arrogância filosófica por ignorância científica!

“O seguinte texto foi apresentado na VI Jornada Filosófica no colóquio estudantil de epistemologia. Note-se também que o texto foi corrigido graças aos comentários e críticas feitas pelo meu …

UNIVERSORACIONALISTA.ORG ·3.273 COMPARTILHAMENTOS

 

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=ucRk2NpCn4Q

 

Foucault por ele mesmo 5 - Filme de e sobre Michel Foucault

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O Mal [Metafísico-Moral] na Filosofia - Aula1 (Parte 1-7)

Filosofia Prof. Dr. Clóvis de Barros Filho - Fonte:http://espacoetica.com.br - Follow me on Twitter:http://twitter.com/senzalamundi

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Romero Venancio‎ para FILOSOFIA, ÉTICA, REALIDADE

 “Em si, na verdade, o livro não se apresenta como um romance, e sim como um monólogo. Um homem julga sua vida e a partir dela julga a si mesmo”
Albert Camus. Sobre “A Náusea” de Sartre.
Segue uma necessária e inteligente aula do prof. Franklin Leopoldo e Silva (USP) sobre a obra romanesca primeira de Sartre... Minha aula na noite. Recomendo!!!

 

Jean-Paul Sartre — A Náusea, por Franklin Leopoldo e Silva

Em 1938, Jean-Paul Sartre publicara o romance La Nausée (A Náusea) que apresentara, em forma de ficção, o tema da contingência, tornando-se seu…

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Friedrich Nietzsche, Martin Heidegger e Jean-Paul Sartre - BBC - (legendas em...

Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844 -1900) foi um filósofo alemão do século XIX. Martin Heidegger (1889 - 1976) foi um filósofo alemão do século XX. Influenciou...

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Nietzsche e o Sofrimento

Friedrich Nietzsche foi um filósofo alemão que viveu de 1844 até 1900.Ele dizia que todo tipo de dor são bem vindos no caminho para o sucesso diferentemente ...

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AULA INAUGURAL 2014 / FILOSOFIA/USP

Aula inaugural 2014 do curso de Filosofia da Universidade de São Paulo "A lei da guerra - um tema clássico" Prof. Rolf Kuntz Dia 18 de Fevereiro…

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Neri Pies

1 h · 

Para quem gosta de filosofia.

 

Documentários sobre Nietzsche, Heidegger e Sartre que você deveria assistir

https://canaldoensino.com.br/blog/documentarios-sobre-nietzsche-heidegger-e-sartre-que-voce-deveria-assistir

 

 

 
 

 

Debate Badiou + Žižek | Christian Dunker, Paulo Arantes e Vladimir...

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Peter Sloterdijk e o Pensamento Contemporâneo

Os filósofos Paulo Ghiraldelli e Francielle Chies conversam sobre o filósofo Peter Sloterdijk e o pensamento contemporâneo com o prof. Rodrigo…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Alexandre G. Nordskog to ‎AGAMBEN, Giorgio - Sentidos de sua obra

 

Giorgio Agamben - "O conceito de Estado de Exceção" - Rede Puc

http://filosofiaemvideo.com.br/video-giorgio-agamben-o-conceito-de-estado-de-excecao-rede-puc/

Giorgio Agamben (1942) é um filósofo italiano, autor de obras que percorrem temas que vão da etética à política. Seus trabalhos mais conhecidos incluem…

 

 

 

Ricardo Timm de Souza

 

Não concordo com a redução a uma "teologia negativa", mas a apresentação é interessante.

 

''Lo inmemorial'' y el ''Otro'' en Emmanuel Levinas. Teología negativa

http://elespiritudelchemin.wordpress.com/realidad-arte-y-conocimiento/

 

 

Hoje na História: 1940 – Filósofo alemão Walter Benjamin comete suicídio

Vítima da opressão humana, só teve seu trabalho reconhecido postumamente

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/historia/24542/hoje+na+historia+1940++filosofo+alemao+walter+benjamin+comete+suicidio.shtml

Hoje na História: 1940 – Filósofo alemão Walter Benjamin comete suicídio

Max Altman | São Paulo - 27/09/2012 - 08h10

Vítima da opressão humana, só teve seu trabalho reconhecido postumamente

 

Wikimedia
Walter Benedix Schönflies Benjamin, ensaista, crítico literário, tradutor, filósofo e sociólogo judeu-alemão, se suicida na pequena cidade catalã de Portbou, em 27 de setembro de 1940, morrendo aos 48 anos.

Combinando a teologia, a filosofia da linguagem e o marxismo, foi testemunha viva de uma época em pleno caos. O que é empurrou Benjamin a se suicidar por envenenamento de morfina na noite de 26 de setembro de 1940 ma fronteira entre França e Espanha? Por que esse homem que amava tanto as palavras quanto as mulheres preferiu renunciar à vida?

Originário de uma família judia alemã, fez em Berlim e Munique estudos de Filosofia até o seu doutorado sobre o  romantismo alemão. Sua tese foi mal acolhida e não lhe permitiram galgar um posto de professor na universidade.

Em 1914, quando eclode a Primeira Guerra Mundial, fica marcado pelo suicídio de diversos de seus amigos. Trava conhecimento com Gershom Scholem, que se tornaria especialista mundial da mística judaica e da cabala. Dos diálogos, Benjamin extrairia uma reflexão teológica que aplicaria à linguagem. Paralelamente se interessa pelo pensamento marxista, estimulado pelo seu encontro com a revolucionária ucraniana Asja Lacis.

Grande viajante, coleciona brinquedos, se envolve com o jogo e aprecia o haxixe. Admirador de Kafka e de Klee, percorre a Europa entre as duas guerras sem jamais parar de escrever, buscando em vão ser reconhecido, ser entendido. Malgrado as amizades com Bertold Brecht, Ernst Bloch e Hannah Arendt, mal conheceu a felicidade. Exilado e pobre, drogado e mal-amado, tentou diversas vezes se suicidar.

Quando Hitler assume o poder, seus amigos se refugiam no estrangeiro. Expulso da Alemanha se fixa em Paris, cidade de Baudelaire e Proust, autores que traduz e comenta habitualmente. Contudo, a França é ocupada. Seus amigos filósofos Adorno e Horkheimer conseguem-lhe um visto norte-americano. Tarde demais. Só lhe resta a fronteira espanhola para fugir. É preso. Aquele que sua mãe chamava de “senhor Desastrado”,  não teve forças para suportar mais esta prova. Preferiu morrer a ser entregue à Gestapo.

Vítima da opressão, escolheu se matar, quando, após deixar a Paris ocupada, foi detido pelos guardas de fronteira espanhois, que recusaram a sua entrada. Preferindoa morte à Gestapo, tomou pílulas no hotel em que o grupo de judeus que acompanhava aguardava a deportação.

Foto:

 

Wikimedia Commons
A vida de Benjamin se constituiu numa série de mal-entendidos. Seria necessário vários anos após sua morte para que fosse reconhecido seu gênio e a modernidade da obra deste homem de múltiplos talentos.

[À esquerda: Memorial em homenagem ao filósofo em Portbou]

Ao lado de uma abordagem sociológica, desenvolveu uma filosofia da linguagem que insiste nas funções “místicas”. O crítico ou o tradutor tem por vocação de “liberar a linguagem pura cativa nas obras”. A palavra é capaz de conduzir ao divino quando é expressa em sua natureza mais pura. Assim, a palavra do poeta ou do escritor designa as coisas em sua verdade. Sua teoria se inspira no romantismo de Goethe, de Hölderlin e na tradição judaica.

Benjamin explica que com o desenvolvimento de novas formas de arte como a fotografia e o cinema, a arte pode ser reproduzida ao infinito e perde desse modo seu caráter sagrado, sua “aura”. Em contraposição, a arte torna-se mais acessível e se abre a todos. Devido a esse progresso técnico, a arte torna-se propriedade das massas e confere ao espectador uma nova responsabilidade, a de julgar a título individual a autenticidade de uma obra.

As traduções e comentários de Benjamin acerca de Baudelaire, Proust, Green, Kraus ou Kafka, as passagens parisienses que se tornaram  “teatro de todos os seus combates e todas as suas reflexões”, constituem ocasiões para aprofundar suas teses sobre a História. Ele considerava que o presente só se explicava com a ruptura com o passado. Por exemplo, à luz do surrealismo, a história é compreendida de maneira diferente. Isto se aplica em particular a sua época, que ele denuncia ser de opressão e violência.

Para Benjamin, a opressão não é exceção mas a regra, uma regra que se perpetua porque pode ser apresentada como um progresso histórico – o fascismo ao seu tempo ; a globalização ou o terrorismo, nos dias de hoje. “Aqueles que não querem ver que certas coisas sejam ainda possíveis no século 20” não trilham o caminho do conhecimento. Seu espanto nada tem de filosófico, não constitui o início do conhecimento, a menos que se deem conta que a visão da história que torna possível o objeto de seu espanto – fome, guerra, etc. – seja insuportável.

Benjamin atém-se ainda ao contexto da luta de classes e da identificação clara do inimigo. Atualmente, é mais difícil identificar claramente o fascismo, porém o pensamento de Benjamin encontra sempre aplicação: o terrorismo é condenável mas ele se abriga sob o manto da libertação da opressão e da contestação ao imperialismo. A globalização é justamente condenada pelos altermundialistas, no entanto ela carrega em si uma esperança de redenção da humanidade sofredora.

Anna Maria Monteiro O que Foucault irá propor, contudo, é justamente questionar estas evidências sobre o que ele denominou como “hipótese repressiva”. O autor irá apontar que o próprio fato de falar sobre sexo enquanto forma de produção de uma verdade do indivíduo se conf...

 

Sexualidade e verdade em Foucault

Como a repressão sexual constitui a sexualidade do sujeito moderno? É correto dizer que o poder, no que...

http://colunastortas.com.br/2015/05/25/sexualidade-e-verdade-em-foucault/

Sexualidade e verdade em Foucault

Como a repressão sexual constitui a sexualidade do sujeito moderno? É correto dizer que o poder, no que toca a questão sexual, tão somente interdita? Foucault questiona certas evidências acerca da hipótese repressiva e analisa como certos regimes de produção de verdade estão implicados no dispositivo da sexualidade.

by Beatriz Bagagli Published maio 25, 2015outubro 27, 2016 2 Comentários

Michel Foucault combate a hipótese repressiva do poder..

Foucault[1] apresenta algumas características comumente associadas à repressão sexual: condenação ao desaparecimento, injunção ao silêncio, afirmação da inexistência de modo a fazer com que, do assunto (sexual) reprimido, não haveria nada a dizer, ver ou saber. “Interdição, inexistência e mutismo”. A repressão sexual desvelaria a típica hipocrisia burguesa, que apenas faz concessões às sexualidades ilegítimas limitadas a espaços circunscritos. A própria repressão sexual está associada com o advento da ordem da dominação burguesa.

O próprio fato de falar sobre sexo concederia deliberadamente um certo estatuto de subversão às normas por parte de quem enuncia, como se o sujeito que falasse sobre sexo pudesse se colocar para fora do poder. É como se ao falar sobre a opressão sexual, se conjurasse automaticamente um discurso sobre a libertação sexual. Almeja-se assim, através do próprio discurso que afirma que há repressão, uma liberdade que se promete e se almeja, frente a esta realidade presumidamente excessivamente castradora.

O que Foucault irá propor, contudo, é justamente questionar estas evidências sobre o que ele denominou como “hipótese repressiva”. O autor irá apontar que o próprio fato de falar sobre sexo enquanto forma de produção de uma verdade do indivíduo se configura como uma prática implicada em relações de poder-saber, e não fora delas como a princípio a hipótese repressiva poderia supor. “Ironia do dispositivo da sexualidade”, pontua. Isto porque, para Foucault, qualquer forma de revelação da verdade não pode ser tomada como uma evidência de uma espécie de libertação do sujeito das relações de poder. Ao contrário, a produção da verdade é entendida já implicada nestas relações.

Não se trata, neste processo, de apenas contrapor a hipótese repressiva e dizer então que o sexo não seria reprimido. Foucault não nega que o sexo tenha sido reprimido. Não se trata para ele dizer que tudo foi uma espécie de ilusão; o que o autor propõe de novo é questionar a centralidade da interdição do sexo na constituição da sexualidade do sujeito moderno, compreendendo que o poder faz algo mais do que apenas dizer “não”.

O que o autor de fato busca estudar é o funcionamento tão peculiar e mesmo paradoxal destes discursos sobre o sexo, nos quais se afirmam simultaneamente reprimir o sexo para então criar a necessidade de libertá-lo: ao “falar prolixamente do seu próprio silêncio” e “obstinar detalhar o que não se diz”. Neste caminho, se objetiva perceber quais “caminhos o poder consegue chegar às mais tênues e individuais das condutas”. Neste aspecto, Foucault cita o exemplo da confissão religiosa como uma forma de se falar sobre o sexo de uma forma extremamente complexa: não evidentemente sem prudência, mas em todos os seus aspectos, correlações e efeitos nas mais finas ramificações. Ao dizer que não há silencio absoluto em relação ao sexo, Foucault pretende analisar como as “formas de não dizer” são administradas: haveria uma organização não completamente aleatória da partilha de quem pode ou não falar sobre sexo.

O autor aponta o funcionamento injuntivo da formulação de todo desejo enquanto discurso como típico de nossa sociedade moderna. E desta vez, não se trataria tão somente de discursar sobre o sexo tendo em vista sua moralidade (como nas práticas de confissão cristã), mas também em função de uma racionalidade científica. Assim, sexo passou a não apenas ser passível de julgamento, mas também de ser gerido ou administrado, de ser inserido num sistema que garanta sua utilidade ou bom funcionamento. Sexo se torna uma questão de Estado em um sentido forte: é preciso governar o que se entende por “população”; seus índices no que se referem à taxa de natalidade e fecundidade, por exemplo, na medida em que são tidos como passíveis de serem geridos, tocam inevitavelmente às práticas sexuais dos indivíduos.

O próprio discurso, como pontua Foucault[2], é produzido sob determinadas regras de controle de sua aparição, organização e redistribuição. Isto porque o discurso guarda em si uma potencialidade ou um caráter “perigoso”, como pontua Foucault, devido sua materialidade. Desta forma, se por um lado, em História da Sexualidade 1, Foucault nos mostra como falar sobre sexo é menos revolucionário do que se poderia a princípio achar, o discurso em si é regulado de modo a tolher alguns de seus efeitos próprios, a fim de se garantir sentido, coerência, estabilidade e mesmo a própria verdade. Regulação esta que chegaria a tal ponto a fazer Foucault afirmar a existência de uma logofobia típica de nossa civilização. Estas práticas de regulação do discurso desvelam um profundo temor em relação ao que há de mais incontrolável, desordenado, violento e descontínuo nas práticas discursivas.

Há, segundo o autor, certos mecanismos que atuam de forma externa ao próprio discurso, como os de exclusão, que incluem a interdição em que o direito ao acesso a enunciação é restringindo e a separação/rejeição, que se refere à palavra do louco que circula e é significada de formas distintas das demais pessoas. Por fim, um terceiro mecanismo externo de exclusão é em relação à distinção verdadeiro e falso que curiosamente, segundo o autor, é o menos debatido. Essa vontade de verdade é conduzida pelo modo como o “saber é aplicado em uma sociedade, como é valorizado, distribuído, repartido e de certo modo atribuído”.

Referências bibliográficas

[1] FOUCAULT, Michel. História da sexualidade I: a vontade de saber. Rio de Janeiro. Trad. Maria Thereza da Costa Albuquerque e J.A. Guilhon Albuquerque. Edições Graal, 1988. 

[2] ____. A ordem do discurso. Trad. Graciano Barbachan. (data da digitalização: 2004). Coletivo Sabotagem. 1970.

 

 

 

  

 

Banalidade do Mal na atualidade - Maria Rita Kehl e Marcia...

Anna Maria Monteiro Banalidade do mal na atualidade- Maria Rita Kehl https://www.youtube.com/watch?v=QfImwROY7iA

 

 

 

 

 

 

Sociologia, Antropologia e Ciências Políticas - Indivíduo e Sociedade - Aula 3 - Sociologia

Aula n°3 do curso de Sociologia para alunos do 1° ano do Ensino Médio. Introdução à Sociologia. -Links...

https://www.youtube.com/watch?v=g_h4BSIFmnw

 

 

 


Julieta Bertazzi

A metáfora do condomínio é o ponto de partida para a leitura da sociedade contemporânea comprometida com o neoliberalismo adotado como forma de vida psíquica, a transformação dos afetos na racionalidade econômica, como nos vemos e como tocamos nossas vidas, a mudança paradigmática das doenças mentais, a depressão, a violência como entretenimento, as baixas intensidades do desejo e o sofrimento como alerta da necessidade de mudança, o preço que pagamos por vivermos numa sociedade tocada a expectativas.

Anna Maria Monteiro Marli Havenstein Signorelli Ulrich Ayr Müller Gonçalves 

 

Café Filosófico - A lógica do condomínio com Vladimir Safatle (HD)

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Café Filosófico com Luc Ferry e Jorge Forbes - YouTube

► 46:03► 46:03

www.youtube.com/watch?v=NnYFgOZcdZ8‎Filosofia para um novo tempo: Café Filosófico com Luc Ferry e Jorge Forbes exibida pela TV Cultura ...

 

A SOCIEDADE DOS ARTEFATOS

O  sociólogo Laymert Garcia dos Santos, doutor pela Oxford University e professor titular da Unicamp tem nos brindado com vários artigos e um brilhante livro sobre este processo, tendo, recentemente comparecido ao Programa “Invenção do Contemporâneo”na TV Cultura, no qual apresentou seu olhar nesta  além-modernidade.

 (http://www.cpflcultura.com.br/2009/08/04/integra-modernidade-e-a-dominacao-da-natureza-laymert-garcia-dos-santos/)

 

 

 

 

 

 

Mal-estar na globalização, Lacan e as luzes - 1º bloco

Palestra do filósofo francês Alain Grosrichard da série Invenção do Contemporâneo "A psicanálise do Século XXI: Lacan para desesperados da ...

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Mal-estar na globalização, Lacan e as luzes - 3º bloco

Palestra do filósofo francês Alain Grosrichard da série Invenção do Contemporâneo "A psicanálise do Século XXI: Lacan para desesperados da ...

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Documentário: Paul Virilio - Pensar a Velocidade (Promo) - YouTube

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https://www.youtube.com/watch?v=BAApSdn5DGQ

3 de jun de 2016 - Vídeo enviado por Canal Curta!

Documentário: Paul Virilio - Pensar a Velocidade (Promo). Canal Curta!

 

 

 

 

 

 

Viviane Mosé - Ser ou não ser / Educação 1º partepor existopqpenso37.629 visualizações

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raízes da fé - History

https://seuhistory.com/programas/raizes-da-fe

O que é essa , essa esperança que nos leva a Deus e ao próximo, ... igual de religiões ou cultos: Catolicismo, Protestantismo, Judaísmo, Igreja Ortodoxa, ..

Raízes da Fé [10/04/2017] • Episódio 1 - Vejo na TV

vejonatv.com.br/series/raizes-da-fe/episodio-1.html

Consulte o dia, o horário e o canal onde vai passar este episódio da série de TV Raízes da Fé: Segunda-Feira (dia 10/04/2017) - vai passar às 21:00 no canal ..

 

Protestantismo - History

https://seuhistory.com/programas/episodios/protestantismo?language=pt-br

RAÍZES DA FÉ ... em 1517, teve início uma rachadura dentro do Cristianismo, conhecida como “Protestantismo”. ... Em que se baseia a teologia Protestante?

 

Raízes da Fé [10/04/2017] • Episódio 1 - Vejo na TV

vejonatv.com.br/series/raizes-da-fe/episodio-1.html

Consulte o dia, o horário e o canal onde vai passar este episódio da série de TV Raízes da Fé: Segunda-Feira (dia 10/04/2017) - vai passar às 21:00 no canal ...

 

Raizes da Fé ( Igreja Ortodoxa ) - YouTube

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https://www.youtube.com/watch?v=K1ro2iC3uVs

Serie Produzida por Sydonia Produtions , e Exibido pelo canal H2 em marco/abril de 2016.

Hinduísmo - History

https://seuhistory.com/programas/episodios/hinduismo

Em que princípios se baseia o Hinduísmo? ... Para o Hinduísmo, a alma tanto de homens quanto de animais, reencarna várias ... RAÍZES DA FÉ HINDUÍSMO.

 


 

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