ATENÇÃO:  SESSÕES DA CÂMARA DE VEREADORES DE TORRES - ASSISTA AQUI ON LINE - SEGUNDAS  FEIRAS - 16.00 h 

Estas sessões, gravadas, ficarão rodando na TV DIGITAL durante toda a semana e, posteriormente, arquivadas no ícone barra superior TORRES/Câmara de Vereadores

 

AGOSTO, 17

 

VER E VIVER EM PORTUGAL

Paulo Timm – Coletânea

Residente em Torres-RS/BR e Covilhã/PT

http://www.paulotimm.com.br/site/downloads/

lib/pastaup/Obras%20do%20Timm/170707101059VER_E_VIVER_EM_PORTUGAL_

Atual._Jul07.pdf

VIVER EM PORTUGAL

Meu ofício – todos têm o seu -  consiste em falar sobre a conjuntura nacional. Tenho-o feito regularmente já tendo, há tempo, esgotado meu manancial de títulos bombásticos para caracterizá-la. Não seria diferente hoje. Maldades políticas abundam no noticiário: rombo de R$ 159 bilhões no Orçamento da União para este e o próximo ano, sem qualquer folga para o pagamento dos vultosos juros devidos sobre uma dívida de R$ 4 trilhões a juros de 10%a.a., salário mínimo em 2018  dez reais abaixo do vigente no ano em curso, reforma política com direito a distritão financiado com R$ 3,6 bilhões de recursos públicos (inexistentes), record em homicídios e policiais mortos etc etc etc… Melhor parar por aí e deixar o itinerário do quinto dos infernos para semana que vem. Quem sabe  partir, hoje,   para os Campos Elísios, aquele lugar mítico da saga do Hades em que  virtuosos repousavam dignamente após a morte, rodeados por paisagens verdes e floridas, dançando e se divertindo noite e dia,  cercado por um muro gigantesco, parecido com o muro das lamentações, , protegido pelo justo Radamanto, e por onde corre o Rio Lete, do esquecimento… Uma espécie de Pasárgada, mas destinada apenas aos mortos. Tô fora! Vamos, então, a Portugal.

Há vários anos passo temporadas de verão na terrinha, hoje invadida por uma colônia de cerca de 200 mil brazucas, metade dos quais já fixada no país. Outros vão e voltam ao sabor das conjunturas aqui e acolá. No início da década de 1990 só Lisboa tinha 60 mil brasileiros. Com a bonança lulo-petista, metade voltou para o Brasil. Agora retornam aos montes. Parte são profissionais relativamente abastados da classe média em busca de qualidade melhor de vida, com maior segurança, num país europeu. Farão falta ao Brasil.  Outra parte, jovens em busca de realização social, boa parte dos quais estudantes. Os que veem trabalhar não têm muita ideia sobre o que vão aqui encontrar e levarão algum tempo até se estabilizarem, correndo riscos de não o conseguirem. O aperto à imigração ilegal está aumentando muito e todos os dias há notícias de brasileiros devolvidos.

A vida em Portugal é muito parecida ao do Rio Grande do Sul. Clima temperado com estações bem marcadas -um pouco mais frio no inverno- , geografia variada entre a costa e a serra correspondente a 1/3 do território gaúcho, embora mais homogênea do ponto de vista humano, com seus 11 milhões de habitantes,  e com maior sobrevivência de populações aldeãs, idêntico Indice de Desenvolvimento Humano, em torno de 0,8 (considerado alto), nível de vida equivalente – apesar  renda percapita distinta - , com excelente comida, farta em proteína animal, e excelentes frutas e vinhos. Mas há diferenças substanciais:

  1. Portugal foi um grande centro metropolitano, vanguarda da Idade Moderna, quando se construi como verdadeira Nação, e, embora decadente e isolado do mundo em quase todo o século XX, tem uma sociedade estável de classe média, com fortes raízes ainda no interior.
  2. Em consequência não acumulou no seu interior um passivo social, como nós, de grandes bolsões metropolitanos de miséria e degradação , muito embora, tal como no Brasil, tenha uma elite econômica muito restrita e que comanda os grandes negócios do país.
  3. Fruto, talvez, do conservadorismo de base rural e com pouca presença de fatores de desestabilização, Portugal é um dos países mais pacíficos do mundo e onde ainda se pode passear tranquilamente nas madrugadas. Mas vive-se uma vida regrada sem empregados domésticos, sem aqueles insidiosos vícios da classe media brasileira.
  4. Graças, ainda, a sua presença na União Europeia o país equilibrou-se, depois dos dias agitados da Revolução dos Cravos, entre as correntes conservadora, social-democrata e de esquerda, que se têm alternado sem grandes traumas no Poder, conseguindo, com isso, não apenas uma certa paz política interna, como uma continuidade no processo de formação da infra-estrutura física, social e cultural, comparável aos países mais avançados do continente.

Todos estes fatores estimulam muito a presença cada vez maior aqui, de brasileiros. Eu, particularmente, não estimulo a emigração, salvo no caso de profissionais muito qualificados, em busca de maior tranquilidade, ou aposentados, com a ressalva, neste caso, de que no tocante à saúde sempre nos sentimos mais seguros no Brasil. Mas tenho acompanhado, aqui, os portais de apoio a brasileiros em Portugal e procuro, pelo menos, oferecer-lhes um nível maior de informação. Independente, porém, de viver em Portugal, ver este país é sempre um enorme prazer, além de um mergulho na nossa História profunda. Somos, enfim, filhos desta terra…

 

AGOSTO, 16

Ódio & Violência

Hora de reler "As origens do totalitarismo"-

http://www.cartacapital.com.br/revista/894/

a-atualidade-de-hannah-arendt

 

Diversas ONGs europeias, dentre elas Médicos Sem Fronteiras, anunciam que suspenderam suas operações de resgate de fugitivos no Mediterrâneo. Suas embarcações teriam sido bombardeadas pela Guarda Costeira da Líbia que se justifica dizendo que as operações salvadoras estimulam o tráfico ilegal. Mais de 20 mil pessoas morreram afogadas no mar no último, de um total de cerca de 600 mil salvas. Agora, o que esperar?

O mundo fecha os olhos para a barbárie reinante no norte e no centro da Africa, bem como no Oriente Médio. Trata-se da maior catástrofe humanitária da História, envolvendo milhões de pessoas. Só na República do Congo, mais de 86 milhões de almas se encontram em conflito em busca de um destino. A Síria, outrora país estável e centro de turismo cultural, esfacelou-se deixando mais de cinco milhões de habitantes ao relento.

É o curso do ódio e da violência, cuja base se encontra na intolerância ao outro, seja por razões politico - ideológicas, étnicas , religiosas ou nacionais. Nem os Estados Unidos escapa à sanha de conflitos. Um grave incidente no Estado de Virgínia confrontou abertos defensores da supremacia branca, de inspiração nazi, com facção liberal. Resultado: Uma mulher morta e dezenas de feridos, obrigando o Presidente Trump a um pronunciamento conciliador. Brasil e Estados Unidos, aliás, não conseguiram até hoje sanar as feridas de séculos de escravidão de povos africanos.

Mas o que é isso tudo?

Foi um ensaísta americana, John Chapman, um progressista defensor de direitos humanos, quem sintetizou a Política como violência: “A política é o ódio organizado que constitui a unidade” (S. Zizek in Acontecimento, pg.170). Outros autores, ao longo da História, também nos alertaram de que a Política nem sempre é um estuário de virtudes, para não dizer que é um valhacouto de vicissitudes humanas, longe daquilo que pretendia Rui Barbosa.

Talvez, então, tenhamos que voltar ao começo dos tempos quando aprendemos a estabelecer laços. Nossos laços, agora, já não podem se limitar à tribo ao à caverna. O aldeia é global e estamos condenados a conviver em liberdade com todos os nossos semelhantes, à base de princípios éticos e normas deles derivados. Aí não cabe mais lugar na Política ao ódio e à violência, muito menos à guerra como técnica de conquista e dominação. Hora, pois, de desarmar espíritos, antes que o holocausto geral se instaure. Hora de assistir aos necessitados de apoio humanitário onde quer que estejam.

  

 

AGOSTO, 13

Centenário de Fátima: Apelo à Paz.

P.Timm – Especial para REPORTER INDEPENDENTE, BSB

Agosto, 13 «2017 

 

“Ninguém nasce odiando a outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou sua religião”

Nelson Mandela

 

”Aparições de Fátima é a designação comum dada a um ciclo de aparições marianas que terá ocorrido durante o ano de 1917 na localidade de Fátima, em Portugal.

No dia 13 de maio de 1917, três crianças, Lúcia dos Santos (10 anos), Francisco Marto (9 anos) e Jacinta Marto (7 anos), afirmaram terem visto "...uma senhora mais brilhante do que o Sol" sobre uma azinheira de um metro ou pouco mais de altura, quando apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, próximo da aldeia de Aljustrel. Lúcia via, ouvia e falava com a aparição, Jacinta via e ouvia e Francisco apenas via-a, mas não a ouvia.

A aparição mariana repetiu-se nos cinco meses seguintes e seria portadora de uma importante mensagem ao mundo. (…)

Estas aparições foram precedidas e seguidas por outros fenómenos, acontecimentos que foram relatados e redigidos pela vidente Lúcia a partir de 1935, em quatro manuscritos conhecidos por Memórias I, II, III e IV e transcritos com outras fontes neste artigo.[2]

                                     https://pt.wikipedia.org/wiki/Apari%C3%A7%C3%B5es_de_F%C3%A1tima)

 Não sendo religioso, nem crente, não me cabem considerações sobre os acontecimentos de Fátima. Posso dizer que, quando lá, estive, fiquei comovido com o mistério majestoso do lugar, apinhado de fiéis compungidos em orações. Desejo, apenas, neste ano do centenário da aparição de Fátima reiterar o que talvez tenha sido a principal mensagem ali contida: Paz! Naquela época o mundo vivia ainda sob os escombros da I Guerra Mundial, que completava seu terceiro ano de sofrimentos e mortes nas trincheiras da Europa. Foi nesta guerra que se desenvolveram enormemente os artefactos de morte coletiva com reflexos nefastos sobre populações civis: os blindados móveis, as metralhadoras , os aviões e os gases mortíferos. A II Guerra só fez intensificar esses horrores levando a um passivo de cerca de 100 milhões de mortos nestes conflitos mundiais, entre abatidos em combate e mortos civis, afetados por doenças infeciosas contraídas em sua decorrência. Depois disso, Einstein dizia que não sabia como seria a III Guerra Mundial mas tinha certeza de que a IV seria com paus e pedras…

Hoje o mundo se encontra numa redoma  de ódios organizados sob a véu da ideologia, tal como um já distante ensaísta americano, John Chapman advertia,  e de  guerras contidas. Os arsenais nucleares, se acionados, acabarão com as formas superiores de vida no planeta pondo fim à aventura civilizatória. Mas os exércitos e gastos com segurança continuam crescendo. Numa recente demonstração de força a China realizou, num ambiente puramente espectral, sem qualquer assistência, um desfile militar concelebrativo do aniversário da Revolução de 1949, quando instaurou o regime atual. Mais de 1 milhão de homens em armas! Ficou o registro da potência do Império do Leste. Seguem-se-lhe os outros dois maiores contingentes do mundo: Estados Unidos , Rússia e Coréia do Norte, para não falar do aparato da OTAN.  A isso os estrategas dão o nome regime de contenção. Contenção…? Dissuasão…?

Na verdade, estamos tão belicosos quanto estávamos nas guerras ancestrais. E nada nos garante a deflagração do holocausto final. Basta ver o bate-boca infantil nos últimos dias entre o dirigente americano e o da Coreia do Norte. Figuras caricatas. Nada nos garante que um deles, num ato desatinado, não aperte o botão fatal. O tempo adormece mas não morre. Resta-nos o apelo de Fátima: Proclamar o desarmamento de espíritos e defender a paz. Ser defensor da paz não é uma fuga no absoluto solipsista da contemplação inerte. Exige uma mobilização corajosa de corpos, almas e intelectos do mundo inteiro na defesa da tolerância e respeito à diversidade. A humanidade já superou tecnologicamente  os grandes desafios do enfrentamento com a natureza. A fome e o desabrigo subsistentes no mundo são incidentais, não  fatalidades. A humanidade só precisa aprender a conviver, para melhor gerir as conquistas feitas e se preparar ética e politicamente para enfrentar os novos desafios da   era do  homem criador, o Homo Deo do autor Yuri Harari. E não abrir mão de rezar para que o apocalipse não sobrevenha, mesmo aqueles, que, como eu não sabem rezar. A estes, a lembrança de um velho amigo, que nos deixou há  dez anos:

 

Oração dos que não sabem rezar

                                         Newton Rossi

Senhor!

Que estas palavras, que não dizem tudo

Possam chegar, um dia, aos teus ouvidos!

Chegar como quem chega sem bater à porte...

Sem roupa nova, sem nenhum requinte

E sem mesmo saber como chegou!

 

Que o ódio seja extinto pela Paz

Que haja compreensão e tolerância,

Que os povos se entendam, como irmãos,

E que, no coração da criatura humana,

Plano de equilíbrio e de harmonia,

Viceje a planta da Fraternidade!...

 

Senhor!

Que estas palavras , que não dizem tudo,

Possam transpor os mundos , no infinito,

Levando o apelo mudo dos aflitos,

Os gemidos de dor dês desgraçados,

O remorso dos maus, e , dos bons , o perdão...

E a ânsia, oculta da espécie humana,

De atingir, sem saber como, a perfeição!...

 

Escuta-as, Senhor!

São palavras que não foram decoradas,

Não foram feitas apenas para os lábios!

Mensagem de pureza que mais é um clamor,

Dos que não sabem dizer, dos que não podem falar,

Dos que só sabem sofrer, dos que só sabem sentir,

Dos que só sabem esperar...

Esta é a oração dos que não sabem rezar.

 

                       

 

 

 

 

AGOSTO,  11

A CRISE NO RIO GRANDE DO SUL (?)

Desde o início do GOVERNO SARTORI, em 2015, venho insistindo na tecla de que não há nenhuma grave crise econômica no Rio Grande do Sul. Houve, sim, uma queda da arrecadação estadual em decorrência da recessão econômica nacional mas que em nada justifica o discurso catastrofista do Governo. E há, sim, uma crescente perda econômica do Estado frente à outras unidades da federação, não só em decorrência da abertura de novas fronteiras no centro oeste, mas como resultado de dois processos institucionais: 1. A perda fiscal do Estado através do Fundo dos Estados e Municípios, num montante anual correspondente ao valor da dívida acumulada, em torno de R$ 50 bilhões, 2. Políticas Governamentais como câmbio e juros, que privilegiam outros Estados, e a Lei Kandir, num valor anual ainda não totalmente avaliado, mas que supera  R$ 10 bilhões anuais.

Mais informações_:

RS – Finanças Públicas – coletânea : http://www.paulotimm.com.br/site/downloads/lib/pastaup/Obras%20do%20Timm/170811073506Economia_RS_Financas_Publicas-.pdf

A propósito, comprovando o artigo abaixo:

                              Evolução do estoque da dívida do RS

Governo                   Ano         Dívida mil R$              Variação

      ------------------------------------------------------------------------------------

 Collares                 1994          R$ 22.                       23,5

Britto                     1998          R$ 50.222                   122,3

Olívio                     2002          R$ 50.091                    -0,3

Rigotto                   2006          R$ 51.012                     1,8

Yeda                      2010          R$ 50.507                    -1,0

Tarso                     2014          R$ 54.795                     8,5

          ---------------------------------------------------------------------------------

Fonte: Balanço Geral  RS – Publicado por Juremir, em O pulo do gato da dívida do RS  http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/

  

                    A verdade sobre a dívida do Rio Grande

https://www.sul21.com.br/jornal/verdade-sobre-divida-do-rio-grande-por-jeferson-fernandes/

                                                                         por Jeferson Fernandes

Publicado em: agosto 11, 2017

Na época, Britto pactuou com o governo federal (FHC) uma renegociação da dívida pública gaúcha que foi anunciada como a redenção do RS. (Foto: Arquivo AL/RS)

Um conceito amplamente utilizado nos últimos tempos é o de pós-verdade. Segundo a universidade de Oxford, a palavra é um substantivo “que se relaciona ou denota circunstâncias nas quais fatos objetivos têm menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais”.

Esse conceito tem sido utilizado pela coalizão que sustenta o governo Sartori para criar a versão fantasiosa de que o PT endividou e quebrou o Rio Grande. O Secretário da Fazenda, Giovane Feltes (PMDB), chegou a afirmar que “temos que vender até o futuro para pagar o passado”. No entanto, para além dos ornamentos retóricos usados para justificar as opções pelo desmonte do serviço público via privatizações e ataque aos direitos básicos dos servidores (como receber salário em dia), existe a verdade dos fatos. E eles são irrefutáveis.

De acordo com dados da Secretaria Estadual da Fazenda, da composição total da dívida em 2015, 26% foi gerada no período da ditadura civil-militar e 10% no governo de Jair Soares (PDS), representante das mesmas forças conservadoras que sustentaram o regime ditatorial. Mais da metade dessa dívida (53%) foi gerada no Governo de Antônio Britto (PMDB), que tinha como líder na Assembleia Legislativa ninguém menos que José Ivo Sartori (PMDB).

Na época, Britto pactuou com o governo federal (FHC) uma renegociação da dívida pública gaúcha que foi anunciada como a redenção do RS. Era o Programa de Apoio à Reestruturação e Ajuste Fiscal dos Estados. Nome pomposo para um pacote de privatizações, redução do serviço público, arrocho salarial aos servidores. A velha ladainha neoliberal, cujo resultado mais impactante foi o aumento de 6% para 13% do comprometimento da Receita Corrente Líquida para pagamento da dívida com a União.

Já no governo de Olívio Dutra (PT), a dívida diminuiu em 140 milhões, mesmo com o Governo do Estado fazendo exatamente ao contrário do que orientava a cartilha neoliberal. Ou seja, estancou as privatizações, valorizou salarialmente os servidores e criou instrumentos voltados para o desenvolvimento regional, como a UERGS.

No governo de Tarso Genro (PT), a dívida aumentou apenas 2%, embora tenham sido concedidos os maiores aumentos da história para os servidores, realizados investimentos volumosos em educação, aplicados de modo inédito 12% da receita na área da saúde e captados mais de R$ 4 bilhões para investimentos em infraestrutura.

Portanto, está comprovado que o PMDB é o grande responsável pelo endividamento do RS. Contudo, o inacreditável é que os responsáveis pela quebradeira do Estado no passado, apresentem a mesma receita como solução para o futuro. O Regime de Recuperação Fiscal que vem sendo pactuado pelos governos Temer e Sartori é uma versão piorada do Programa de Apoio à Reestruturação e Ajuste Fiscal dos Estados da época de FHC e Britto. Ao invés de propor alternativas estruturais para ampliar receitas, como estímulo ao desenvolvimento regional, combate à sonegação de impostos, revisão das renúncias fiscais concedidas aos grandes grupos econômicos, retoma o receituário das políticas de privatizações, congelamento de salários e redução de investimentos públicos. Essa é a verdade dos fatos.

(*) Deputado Estadual, presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do RS

                                     Desequilíbrio federativo

http://www.sul21.com.br/jornal/desequilibrio-federativo/

                                                                              Cecília Hoff

O governo federal finalmente enviou ao Congresso a nova lei de recuperação fiscal dos Estados. A primeira proposta já tinha sido aprovada no final de dezembro, em conjunto com a renegociação das dívidas estaduais, mas foi vetada pelo executivo, devido à exclusão, pelos deputados, das principais contrapartidas exigidas pela União. A nova lei prevê, além de três anos de carência nos pagamentos da dívida com a União, a flexibilização temporária dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), medida fundamental para que os Estados possam tomar novos financiamentos e regularizar as suas pendências com servidores e fornecedores, pelo menos até que o ritmo de crescimento das receitas se normalize. A exigência de contrapartidas faz parte do processo. É natural que a negociação em condições especiais tenha como condicionante a existência de um plano de equilíbrio de longo prazo, para que no futuro não haja a necessidade de novos socorros e para não gerar assimetrias e privilégios em relação aos Estados que não precisam de ajuda. O problema reside na definição dos limites aceitáveis para as contrapartidas. Como garantir o equilíbrio financeiro de longo prazo e ao mesmo tempo preservar a autonomia dos Estados na definição das suas prioridades? O presidente da Câmara já sinalizou que será difícil aprovar a proposta tal como está. A depender do teor das emendas, corre-se o risco de o projeto ser novamente vetado.

Parte importante das contrapartidas exigidas na lei já foi adiantada pelo governo do Rio Grande do Sul, como a instituição de um fundo de previdência para os servidores estaduais, o aumento da contribuição previdenciária para 14%, o compromisso de não usar o crescimento futuro das receitas apenas com gastos de pessoal (Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual). Vale notar que a extinção das fundações não faz parte das exigências e tampouco faz diferença em termos financeiros. O próprio governo reconheceu, quando enviou a proposta à Assembleia Legislativa, em dezembro do ano passado, que visava a “modernização” da gestão pública, e não necessariamente a economia de recursos. Ao que consta, o próprio Ministério da Fazenda recuou quanto à inclusão, entre as contrapartidas, da redução da carga horária e dos salários dos servidores, ou mesmo da demissão de concursados. Ainda que estejam previstas na LRF, caso os limites com gastos de pessoal sejam superados, essas medidas, além de altamente controversas, podem ser consideradas inconstitucionais. Também consta entre as contrapartidas a redução dos benefícios fiscais, em pelo menos 20%. Trata-se de uma medida importante, que pode ampliar as receitas dos Estados, mas que precisa ser feita após uma análise cuidadosa do custo-benefício, já que alguns incentivos podem se justificar. A exigência de privatizações e a proibição de realização de concursos e de reajustes nos salários dos servidores parecem, por fim, avançar em demasia sobre as prerrogativas locais. São, por isso mesmo, as contrapartidas mais polêmicas.

A situação é crítica e a negociação de condições especiais para a recuperação fiscal dos Estados é urgente, somente assim alguns poderão atravessar a crise e normalizar a prestação de serviços públicos. As receitas fiscais caíram brutalmente nos últimos dois anos, em função da recessão, que teve origem na condução da política econômica nacional, e isso acabou afetando com mais intensidade os Estados historicamente endividados e com maior parcela de despesas com pessoal, sobretudo inativos, em relação às receitas. Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais decretaram calamidade financeira, mas há pelo menos outros nove em situação pré-calamitosa. A crise é generalizada e soa simplista a afirmação de que os Estados hoje em dificuldade tenham chegado nesta situação por irresponsabilidade na gestão das suas contas. Mesmo que, em alguns casos, tenha havido problemas de gestão (e este parece ser o caso do Rio de Janeiro), a crise federativa é mais profunda e tem relação com a demanda crescente por serviços públicos, exigidos constitucionalmente aos Estados, e a margem reduzida para a administração de receitas, muitas vezes cadentes em função das desonerações, da guerra fiscal, da Lei Kandir, etc. Há algo muito desequilibrado na equação federativa brasileira, que se reproduz na baixa qualidade dos principais serviços de obrigação dos Estados (segurança e educação) e no desequilíbrio estrutural das suas finanças.

.oOo.

Cecília Hoff é doutora em economia pela UFRJ, economista da Fundação de Economia e Estatística (FEE) e professora da FACE/PUCRS.

 

 

 Agosto, 10

 CASA QUE NÃO TEM PÃO NÃO TEM UNIÃO

” Ação não é atividade e atividade não é ação. Ação é quando a situação pede uma resposta e você age. Atividade é quando a situação não importa e o que surge não é uma resposta: você está tão irrequieto em seu interior que que a situação se torna apenas uma desculpa para se tornar ativo. A ação surge a partir de uma mente silenciosa – É a coisa mais bela do mundo. A atividade surge a partir de uma mente irrequieta – É a mais feia dascoisas. Ação é aquilo que possui relevância, enquanto a atividade é irrelevante. A ação se dá a cada momento de forma espontânea. A atividade traz o peso do passado. Não é uma resposta ao momento presente, mas algo que transborda de sua inquietude, algo que você traz do passado para o presente. A ação é criativa, mas a atividade é muito destrutiva: Ela pode destruir você, assim como destruir outras pessoas.” (Osho de A a Z – Um dicionário espiritual do aqui e agora)

OSHO  A diferença entre atividade e ação é…

 

Diz-se que o mundo gira, a Luzitana roda e sabedoria proverbial nunca perde assento. O homem é um animal social. Adora viver em bandos, contar histórias, falar mal da vida alheia, fazer artes e até grandes impérios. Mas é, sobretudo, um animal que precisa comer e proteger-se para garantir a espécie. Isso posto, ele cresce, desenvolve-se, procria e cumpre seu destino fatal: morrer. Mas quando a comida escasseia e bombas espoucam na sua cabeça, acaba-se a boa prosa e começam as guerras. O mundo está cheio delas e outras estão a ponto de eclodir, começando aqui pela vizinha Venezuela. Não só lá: a semana noticiou uma grande crise de fome na Argentina. Custa-me acreditar, eu que via a Argentina, quando ela me era mais próxima do que São Paulo ou Rio, há 60 anos, como um modelo de sociedade desenvolvida: nenhum analfabeto, gente bonita, bem falante e vestida como os ingleses. E não vamos longe: O Brasil  também está caminhando para uma vasta crise humanitária. A crise que estamos vivendo é inusitada e corre o risco de nos levar a situações inimagináveis. Partimos de uma herança histórica perversa, a escravidão, e sobre ela criamos  uma modernidade desequilibrada. Só para recordar, eis a  triste realidade social, que nem sempre aparece adequadamente nos gráficos mais sofisticados ou mesmo nos estudos sobre os 28 milhões de declarações de renda.

50 milhões de brasileiros ganham até um salario mínimo, dos quais, 10 milhões ganham ZERO, havendo cerca de 110 mil vivendo nas ruas, número que vem crescendo com a crise,

50 milhões, aproximadamente, ganham um salário mínimo, metade dos quais como pensionistas que agora tiveram seus benefícios desvinculados pela PEC dos gastos públicos, com o risco de engrossarem a fila anterior,

30/40 milhões vivem com salários entre 1 e 5 salarios, fração que vem encolhendo com a crise, por ser aquela em que o achatamento salarial nominal pega mais forte

40 milhões constituem a classe média mais alta, com direito a TV a cabo com INTERNET em casa, carro novo na garagem, plano de saúde, filhos em boas escolas e com maiores chances de virem a ocupar as posições de maior prestígio e relevo na sociedade

Nem 1 milhão , correspondendo a um porcentagem inferior a 0,5% da população brasileira ~ e que já foi detectada pelo ATLAS SOCIAL ' constitui sua aristocracia proprietária, com níveis de riqueza e renda que lhes permite, inclusive morar no exterior. Eles não são apenas os proprietários da grandes negócios, como bancos, comércio e indústria de grande porte e negócios no agrobusiness, mas são os principais beneficiários dos juros pagos pelo Tesouro Nacional aos detentores de uma Dívida Pública que beira os R$ 4 trilhões, a juros médios anuais de 10% a. a. , o que corresponde a R$ 600 bilhões, equivalente à metade do que a UNIÃO arrecada em todos os impostos, taxas e contribuições

 

Manter este complexo corpo social amontoadO em cerca de dez grandes Regiões Metropolitana em equilíbrio é uma tarefa nada fácil, a cargo do Estado sob a égide da Política. . Daí porque termos atravessado, ao longo do último século, inúmeros solavancos institucionais num processo a que os analista classificam de democracia frágil, fugidia e muito difícil. E vamos levando, com taxas de crescimento demográfico surpreendentes, mudanças estruturais invejáveis, adaptações institucionais notáveis, como a vertebração nacional das Forças Armadas, sempre “unidas e coesas”, o sistema do Bancos públicos sempre atentos às necessidades dos setores produtivos, e uma rede de proteção social dos trabalhadores que, embora, falha, garante seguridade social, saúde básica e assistência social. Mas a crise atingiu justamente o suporte disso tudo: Estado e Política. Atravessamos a crise dos anos 50 com o advento dos Anos Dourados, cruzamos os Anos de Chumbo do autoritarismo, proclamamos a Constituição Cidadã em 1988, superamos os percalços econômicos das crises externas e da hiperinflação e consagramos Presidentes eleitos pelo voto direto, secreto e universal, tudo com o aparato da Revolução de 1930.

Mas daí, na última década, o  tsunami de aspirações sociais desencadeado pela redemocratização chegou ao   limite do esgotamento fiscal, exigindo uma rearticulação de lideranças  capaz de redefinir o Estado e a própria Política para o novo século, prenhe de desafios tais como a insegurança  econômica, estratégica, ambiental e social. Incapaz de fazê-lo, A saída de Dilma abriu caminho para Temer, que só piorou a situação, à vista de seus esforços maiores para permanecer no cargo, em vez de propiciar um clima de convergência nacional.

- A situação é tão dramática que já estão pensando em não conceder os irresponsáveis aumentos salariais futuros dos servidores públicos autorizados no início do mandato, mas que será impossível para um presidente com 5% de aprovação, e com isso o Brasil definitivamente explode.

- Crescimento real da dívida liquida da União em relação ao PIB de 19,62%.

- Crescimento real da dívida em poder do Banco Central (emissão de dinheiro falso) em relação ao PIB de 22,03%.

- No acumulado em doze meses até junho de 2016, registrou-se deficit primário de R$ 151,2 bilhões (2,51% do PIB). No acumulado em doze meses até junho de 2017, registrou-se deficit primário de R$ 167,2 bilhões (2,62% do PIB). Aumento de déficit primário de 4,38% em relação ao PIB.

 

- Em doze meses até junho de 2016, os juros nominais totalizaram R$ 449,2 bilhões (7,45% do PIB). Em doze meses até junho 2017, os juros nominais alcançaram R$ 440,3 bilhões (6,89% do PIB). Redução dos gastos com juros de 7,52% em relação ao PIB.

 

- Em doze meses até junho de 2016, o deficit nominal alcançou R$ 600,4 bilhões (9,96% do PIB). Em doze meses até junho de 2017, o déficit nominal alcançou R$ 607,5 bilhões (9,50% do PIB). Redução de 4,62% em relação ao PIB. Nesse ritmo esse governo precisaria de 21,64 anos para controlar o déficit atual. Aguardem.

 

Essa foi a conquista do “salvador da pátria”

 

O mais triste é que todas essas informações são divulgadas pelo governo de plantão, mas cada um manipula da forma que deseja para enganar, pouco preocupado com o Brasil que vai explodir muito em breve. Uma  vergonha.

 

                     Fonte : Ricardo Bergamini -  www.ricardobergamini.com.br

  As contas públicas se deterioram cada vez mais, devendo a dívida chegar a 80% do PIB em 2018 ao se cumprir com rigor a previsão de deficit de R$ 159 bilhões fora juros, a economia rasteja derrubando por inércia a inflação e o emprego, o clima político e institucional se deteriora a olhos vistos tendendo a encontrar saídas de emergência como a Reforma Política que prevê mudanças que não farão senão manter as atuais oligarquias partidárias no comando do país, à custa de vultosos recursos extraídos da cidadania, ou o retorno do parlamentarismo.

 

EFEITOS DO DISTRITÃO –https://www.nexojornal.com.br/expresso/2017/07/19/Quais-os-efeitos-da-ado%C3%A7%C3%A3o-do-distrit%C3%A3o-segundo-este-cientista-pol%C3%ADtico?utm_source=socialbttns&utm_medium=article_share&utm_campaign=self

REFORMA POLITICA, DE ONDE VEM PARA ONDE VAI

https://www.nexojornal.com.br/especial/2017/06/24/Reforma-pol%C3%ADtica-de-onde-vem-esse-debate-e-para-onde-ele-vai

 

E o que é pior: desaparecem as chances de negociação para uma saída nacional, como observa Carlos Mello, o qual aponta que a polaridade PT X PSDB arrefecerá, sem favorecer uma terceira via: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/12/1845952-polaridade-pt-e-psdb-tende-a-acabar-mas-3-via-e-fragil-diz-especialista.shtml?cmpid=compfb

 O PMDB, que até aqui operou como colchão das divergências, estiola-se em denúncias e prebendas, ao tempo em que o PSDB definha à sombra de suas divisões internas, transformando-se num aglomerado de ressentidos.

 

Enquanto isso o PT sonha com o VOLTA LULA em 2018, sem se aperceber da gravidade da sua própria situação – “O ocaso do PT -

http://www.paulotimm.com.br/site/downloads/lib/pastaup/Obras%20do%20Timm/160509062915O_OCASO_DO_PT_2015_16-Atz.pdf ,

 Lépido e jovem, o Presidente da Câmara aproveita a confusão para tentar um próprio Partido, capaz de ocupar, com a elegância que o centrão dos pequenos partidos não têm, o lugar deixado pelo PMDB, tal como observa o Filósofo Político Marco Nobre em inédita entrevista: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2017/08/03/temer-acha-que-e-itamar-mas-e-sarney-diz-cientista-politico.htm?cmpid=copiaecola

 

Muito ativismo, enfim,  nervosamente intensificado pelo voluntarismo do Palácio do Planalto  recebendo  e atirando flechas para todos os lados. Porém. pouca ação e nenhum acontecimento relevante, capaz de apontar para a ruptura que todos desejam: Um novo Brasil, com um mínimo confraternização entre os brasileiros. Afinal: 

Se o irmão não abraça; A luz do Sol envolve a terra à roda, Raios do luar beijam os mares: — Mas toda esta ternura que me importa Se tu não me beijares?

                                      Shelley, in A Filosofia do Amor.

 

 

 

 

 

 



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MATÉRIA EM DESTAQUE NO MEU FACE Agosto 16
 
 
 
1. Salo de Carvalho - · Rio de Janeiro, Brasil · 

Questão aos meus amigos petistas que recentemente descobriram que o sistema penal é seletivo: se o TRF4, em decisão pouco provável, reformar a sentença de Moro e absolver Lula, o Estado Democrático de Direito estaria recomposto?  Detalhe: a reversão da decisão de Moro é pouco provável. Pelo contrário, do que tenho estudado, analisando inúmeras sentenças da Lava Jato, em primeiro e segundo graus de jurisdição (e não apenas a decisão contra o ex-Presidente), a tendência é a de que o Tribunal não apenas mantenha a condenação, mas, aderindo ao apelo do MPF, aumente a pena aplicada.

 

  1. Assunto:Re: Loucura do Império aproxima Rússia e Alemanha [29/7/2017, Pepe Escobar, SputnikNews (traduzido) -  Tania Jamardo Faillace – P.Alegre

 

Vocês têm o costume de acreditar na democracia norteamericana e na pureza de seu presidencialismo.

 

Isso pode ter existido na geração de George Washington, mas no auge do desenvolvimento capitalista nos EUA (após a corrida do ouro, o abolicionismo de Lincoln, etc.) as instituições formais e o governo norte-americano sempre foi dirigido pelo Poder Econômico - como é de regra no mundo capitalista. Nos EUA, essa ingerência chegou ao ponto de formar o Estado Profundo, ou Deep State, cujo poder veio crescendo nos últimos vinte anos, em sintonia com o projeto do Governo Mundial e o Globalismo. Desde há várias gestões, é o Deep State que governa os EUA, usando o Partido Democrata como anteparo. 

 

Ao perder as últimas eleições, o Deep State (estreitamente ligado ao poder industrial-militar) perderam sua sutileza original, e "apelaram", apressando o processo que deve eliminar a política representativa não só daquele país, como do mundo ocidental em geral.

A pressa e a fúria é tanta, que também perderam a mão e o estilo em sua agressão contra a Venezuela, que nem mais procurar disfarçar ou justificar.

 

Chegou ao ponto de espalharem entre a direita não-hegemônica, que é a Russia que quer invadir a América do Sul, e até o Brasil!

 

O negócio está complicado, porque os brasileiros de nada sabem, pouco se importam, e aceitam tudo que a Rede Globo mana aceitar e acreditar. Têm c..., mas não têm c...lhões.

 

  1. Henrique Abel: Universidades privadas despedindo professores a rodo.

Universidades federais agonizando com falta de verbas.

Universidade Estadual do Rio de Janeiro encerrando o ano letivo de 2017 em pleno agosto, pois não paga professores há três meses.

Enquanto isso, o governo federal protagoniza a campanha de corrupção mais vasta, descarada e assumida da história da República, utilizando abertamente a máquina pública e recursos públicos para comprar apoio de congressistas e salvar o mandato criminoso do Não-Eleito, que ostenta o maior índice de rejeição popular já registrado no país.

Realmente, eu não sei como conseguem dormir à noite as pessoas que militaram pela ascensão de Temer à presidência com palavras de ordem do tipo "queremos mais educação"..

 

 

 

4. Pablo Ortellado

 

Nenhum ator importante quer o "Fora Temer". A direita diz que o "Fora Temer" é na verdade o "Volta Lula", mas a esquerda lulista diz que o "Fora Temer" não é estratégico e que o melhor, por ora, é o "Fica Temer" para preparar em 2018 o "Volta Lula". O problema é que 65% dos brasileiros querem que Temer saia. Por isso, à esquerda e à direita, todos fingem que também querem que Temer saia, mas, na prática, fazem corpo mole para que fique. Por isso, amanhã, ele vai ficar.

 

 

5.Este depoimento sobre a resistência negra é o momento mais emocionante da Flip

"Eu trabalhei duro desde os cinco anos. Sou neta de escravos. Aparentemente a gente teve uma libertação que não existe até hoje."

http://huffp.st/zbCTDB2  

6. Cesar Benjamin – Rio de Janeiro

Em continuidade ao meu post anterior sobre a profunda crise financeira da Prefeitura do Rio de Janeiro.

Sejamos francos: o sistema político brasileiro faliu. Mantém aparências democráticas, mas há bastante tempo deixou de ser funcional às necessidades do país. Nenhum consórcio entre os partidos atuais resolverá a nossa crise.

A Nova República, inaugurada com a Constituição de 1988, acabou. Será preciso nova ruptura. Não me perguntem quando e como ela virá, nem se será bem comportada e positiva. Mas virá.

Se não vier, a alternativa é o afundamento da sociedade brasileira na barbárie cotidiana, sem horizontes e sem perspectivas. Este é o pior cenário, o cenário de uma rendição.

As sociedades são construções humanas. Como tal, surgem e se desenvolvem, mas também decaem e desaparecem. É nisso que ando pensando.

* * *

Em tempo: comecei a escrever este post sem pretender adicionar nada. Mas adiciono agora uma fala minha, feita de improviso em 2006. Foi transcrita e ficou sem título. Defendo ali que o Brasil estava se transformando no que chamei de "sociedade de vontade fraca" -- e que sociedades assim saem da história.

Isso foi durante o primeiro mandato do ex-presidente Lula. Meu amigo Marco Aurélio Garcia, recentemente falecido, estava na mesa, representando o PT. Ficou tão aborrecido que saiu sem me cumprimentar, ostensivamente. Nunca mais nos falamos. A fala está no link.

  http://www.contrapontoeditora.com.br/…/200711121837500

 

7,Cristovam Buarque

 

A situação fiscal que pesa hoje sobre as universidades não existiria se os governos anteriores não tivessem sido tão irresponsáveis com as contas públicas: só com a Copa do Mundo e as Olimpíadas foram gastos R$ 40 bilhões, o equivalente a 60 meses do então Ministério de Ciência e Tecnologia e a 150% dos gastos com as universidades federais.

Meu artigo publicado no Correio Braziliense de hoje: bit.ly/2tXg4Xf

 

8.MINICONTO

Janny Padilha Machado para APOIO para Brasileiros em Portugal

Estou muito irritada! 😡 😡 😡

Como existe gente sem noção!!! Porra!!! Eu fui esta manhã ao Continente, para comprar algumas coisas. Enquanto eu estava na fila da caixa, deixei cair uma nota de 20€ no chão... a mulher na minha frente pegou na nota e quando eu estendi a mão para ela me a dar e agradecer, olhou-me mortalmente nos meus olhos e disse "as coisas encontradas no chão são de quem as achou," colocou a nota na algibeira e foi embora. Fiquei espantada, assim como a operadora da caixa que parecia tão chocada e confusa quanto eu. Fui atrás e disse: " Desculpe mas são os meus 20€!!!" Esta senhora teve a coragem de me ignorar como se eu não tivesse dito uma palavra, como se ela não tivesse com os meus 20€ na sua algibeira!!! Claro, acabei por segui-la porque não conseguia acreditar no que tinha acabado de acontecer! Quando a filha da mãe (acreditem, essa não é a palavra que eu quero usar) chegou ao carro dela, colocou os sacos das compras no chão para abrir a porta do carro, eu fui atrás dela e peguei os sacos das compras e fui embora !! A mulher pediu-me para lhe devolver as coisas. Eu respondi na minha voz mais doce e sincera "as coisas encontradas no chão são de quem as achou!" Quando ela me seguiu gritando: "desgraçada, eu te apanho!!." entrei no meu carro, e fui embora rindo muito alto! De qualquer maneira... quando cheguei a casa, abri os sacos das compras e ..... Chocolate, bifes, batatas fritas, doces, uma boa garrafa de vinho, café, cerejas e algumas outras coisas!!!! Nada mal para uma nota de 20€ não é?!!  ☺ ☺ ☺ ........................................................... Com toda a seriedade - Isto é uma piada que li por aí..foi só para ver quem iria ler tudo... 😂 😂 😂 😂 Boa noitee fiquem bem!

8. 9.Renato Janine Ribeiro - 2 h · São Paulo, Brasil · 

Vc fala em prostituição e vêm te falar em Doria... As pessoas que desviam o foco sabem que na França e num país escandinavo que esqueci, está -se cogitando proibir a prostituição?? Dois argumentos: 1) Humilhante para quem se prostitui; 2) Destino, indesejado, de bom número de mulheres imigrantes. Uma sugestão nas discussões: menos provincianismo, por favor. O mundo é maior que os Jardins.

PS - Não tenho posição formada sobre o tema. Mas penso que vale a pena debater.

9. 10.Alessandro Galvão -  · Covilhã · Portugal

"Somos humanos, cumprimos com o nosso dever quando não é sacrifício. A honra não vem facilmente. Porém, mais cedo ou mais tarde na vida de todo homem, chega o dia em que ela não se torna fácil. O dia em que ele deve escolher. Essa escolha cabe a você fazer. E viver com ela até o resto de seus dias.  Como eu fiz.”

Meistre Aemon revela sua origem para Jon Snow

Meistre Aemon, da Patrulha da Noite, tenta convencer Jon Snow a não abandonar seus deveres de patrulheiro e para isso lhe conta a sua antiga identidade: Aemo...

 

11.Marco Antonio Carvalho Teixeira -

Parece que a reunião do conselhao em que Temer foi orientado a aproveitar sua baixa taxa de aprovação para implementar sua agenda tida como impopular foi o ponto de virada. Dali adiante o governo não apenas seguiu com sua agenda como passou a não dar a menor bola para a opinião pública uma vez que as manifestações populares contra o governo fracassaram. A partir daí parte significativa do Congresso se sentiu liberada para leiloar seu voto no momento em que podia ter afastado Temer e agora promove uma reforma política que visa sobretudo a sobrevivência dos próprios congressistas.

12. José Pedro Mattos Conceição – Porto Alegre RS : BONS AMIGOS

A gente luta, sofre e, finalmente, vence, no decurso de toda uma vida basicamente voltada a construir seu recanto de paz, com uma janela de felicidade. Para uns mais fácil, para outros mais difícil, é do jogo. Família sempre importante em tudo e seguidamente os amigos conferem decisivo apoio, de um jeito ou de outro. Mas este negócio de bom amigo tem de ser analisado com modos. Há parceiros, companheiros interessados, confidentes, divertidos, tudo muito bom, muito bem. Mas quantas pessoas você pode enumerar que, ao longo dos anos, estiveram efetivamente disponíveis, tanto ou mais que um irmão? Vou exemplificar. Se eu abro um negócio próspero, seguro e preciso de gente competente para me auxiliar, procuro um amigo, cujas qualidades reconheço, ou dou preferência a um parente próximo, que necessita de um empurrão, ou a uma namorada? Não vale aqui cogitar de aventura. É situação bem objetiva para avaliar a firmeza do vínculo supostamente fraternal. Se aparece oportunidade para adquirir bens bastante interessantes, a preços pra lá de bons ou para usufruir qualquer tipo de vantagem, priorizo parentes, colegas de trabalho, parceiros e afetos ocasionais, ou velhos amigos ainda em convívio? Uma afinidade circunstancial de hoje suplanta uma fidelidade de idos tempos? Eventualmente, pode ser difícil julgar, afinal, a vida é dinâmica, rica em diversidades e conveniências. Existem também amizades “adormecidas”. O relevante a concluir agora é que, se você precisa de um companheiro histórico e de fé, mas seu espaço junto a ele encolheu demais, amigo, amigo ele já deixou de ser. Quem sabe, uma boa recordação, mas cada um no seu quadrado. Em família, costuma-se ter mais atenção. Enfim, esta é uma consideração que não tem nada de pessoal, mas, acredito, merece reflexão, tantas queixas já ouvi.

MATÉRIA EM DESTAQUE Agosto 11-13

Pessoas que gostam de estar sozinhas possuem estes 6 traços especiais:

O Segredo • 10 de agosto de 2017 - https://osegredo.com.br/2017/08/pessoas-que-gostam-de-estar-sozinhas-possuem-estes-6-tracos-especiais/

 

Em termos de nossas personalidades e como nos aproximamos dos outros, muitas vezes, somos colocados em uma das duas categorias: Introvertido ou extrovertido.

É possível ser um pouco de ambos? Alguma vez você já se perguntou o que as qualidades compõem especificamente em cada um e o que elas indicam?

Neste artigo nós revelamos o que significa ser uma daquelas pessoas fascinantes que gostam de passar o tempo sozinhas e desafiar as percepções de que elas estão solitárias, deprimidas, e cheias de ansiedade.

Você tem um amigo que prefere ficar em casa e tomar um café com os amigos a comparecer ao maior festival de música do ano? Você gosta de ter seu próprio tempo, tanto que você vai viajar sozinho, sai para o jantar e tomar um copo de vinho sozinho, bem como assistir um filme, ocasionalmente, com ninguém ao seu lado?

Se assim for, eu estou lá com você, porque eu faço tudo isso, mas o problema é: as pessoas que gostam de passar o tempo sozinhas têm que se explicar, como se fosse contra uma expectativa social do que é normal e o que não é.

Aqui estão algumas grandes qualidades de pessoas que gostam de passar um tempo sozinhos:

  1. São pessoas extremamente leais

Muitas vezes eles não possuem um grande círculo social e, se tiverem, você não vai encontrá-los todas as noites da semana com grandes grupos, na fila da balada mais frequentada. Eles procuram amigos significativos e confiáveis, com quem se sintam confortáveis para estar junto e compartilhar detalhes de sua vida. Se você tem um amigo que gosta de passar tempo sozinho, você pode garantir que essa pessoa estará lá para você, na saúde e na doença.

  1. São abertos a novas ideias

Só porque eles apreciam o seu tempo de silêncio não significa que eles não vão fazer algo novo e emocionante. Eles só se certificam de ter o seu tempo de silêncio antes de mergulharem em uma atividade altamente social.

 

  1. Eles têm uma mente nivelada

Eles passam tanto tempo tranquilos por conta própria, navegando e contemplando situações, problemas, e realmente refletem sobre quem eles são e o que eles querem. Eles têm um forte senso de si e uma confiança que irradia de dentro. Quando eles estão se sentindo estressados ou o peso do mundo está esmagando-os, eles passam um tempo sozinhos para recarregar, em vez de encher seu dia com distrações.

  1. Eles são confortáveis com seus próprios pensamentos

Tenho certeza de que todos nós nos deparamos com alguém que não suporta ficar sozinho com seus próprios pensamentos. Pessoas que gostam de passar o tempo sozinhas, particularmente no silêncio, mostram uma consciência clara e não lutam contra seus pensamentos internos. Claro, todos nós podemos ter dias ruins, mas eles são capazes de levantar a cada queda.

  1. Eles entendem o valor do tempo. Seu e deles

Pessoas que passam tempo sozinhos entendem e apreciam seu valor. Eles colocam uma alta prioridade em fazer esse tempo disponível para que  funcionem em seu melhor nível; então, quando você está dando um pouco do seu tempo, eles entendem o que você deixou de fazer algo para estar com eles. Eles têm uma profunda sensação de se certificar de não fazer você perder seu tempo ou passar tempo com pessoas que os fazem desperdiçar o deles.

  1. Eles exercem limites fortes

Todo esse tempo sozinho dá a essas pessoas o espaço para pensar sobre o que os motiva, o que funciona e o que não, e como comunicar adequadamente isso. Você descobrirá que eles têm limites fortes e saudáveis e exercitam seu direito de comunicá-los de uma maneira realmente saudável e construtiva.

Suas percepções mudaram? Você pode ver alguma dessas qualidades em si mesmo ou em um amigo?

Todos nós temos uma abordagem diferente para a vida, celebrar nossas diferenças torna nossas vidas mais completas.

__________

Traduzido pela equipe de O Segredo  Fonte: Mystical Raven

 

 

Luiz Barradas

5 h · 

Em tempo de reminiscências... Imenso Quintana...

Havia um tempo de cadeiras na calçada. Era um tempo em que havia mais estrelas. Tempo em que as crianças brincavam sob a claraboia da lua. E o cachorro da casa era um grande personagem. E também o relógio da parede! Ele não media o tempo simplesmente: ele meditava o tempo.

Mário Quintana**

 

 

OS PSICOPATAS ESTÃO BEM MAIS PRÓXIMOS DO QUE VOCÊ IMAGINA!

O Segredo • 26 de julho de 2016

 

A psiquiatra Kátia Mecler prepara a segunda edição do seu livro “Psicopatas do Cotidiano“, lançado em agosto deste ano. Eles não são os temíveis assassinos em série. São pessoas aparentemente normais que estão no trabalho, em casa ou na escola e têm em comum algum transtorno de personalidade.

A própria definição de “psicopatas do cotidiano” não existe na Organização Mundial da Saúde (OMS). Como a senhora mesma disse em entrevistas anteriores, é um termo resgatado do psiquiatra alemão Kurt Schneider na década de 40. Por que escolheu esse tema? Algum caso específico a motivou?

A OMS realmente não considera a psicopatia como uma categoria médica. Schneider, no livro “As Personalidades Psicopáticas”, de 1923, tratou de pessoas cuja personalidade foge à média normal e que sofre ou causa sofrimento por causa de sua anormalidade. Essa definição é bastante próxima daquilo que tanto a OMS quanto a Associação Americana de Psiquiatria consideram hoje um transtorno de personalidade e comportamento. A principal motivação para escrever o livro foi perceber o sofrimento dos pacientes que lidam com indivíduos que têm transtornos de personalidade. Muitos chegam com a autoestima arrasada, num grau de estresse emocional inimaginável. Procuraram ajuda especializada por considerarem que têm algum problema, quando, na verdade, o problema está no outro.

A senhora pode citar alguns desses casos de muito sofrimento?

Os casos são muitos. Os psicopatas do cotidiano injetam sentimento de culpa, impotência e inadequação naqueles que estão no seu entorno. Pais que sufocam os filhos com uma vigilância sem limites, homens e mulheres envolvidos em relações amorosas excessivamente dependentes, pessoas que sofrem com parceiros manipuladores e transgressores, funcionários sufocados por chefes abusivos, enfim, um universo de situações que podem se repetir na sua casa, na sua escola, no seu trabalho.

Pela sua definição, os psicopatas do cotidiano são pessoas com transtorno de personalidade, que é um jeito de ser inflexível, rígido, que envolve sentimentos ou sensações, pensamentos ou comportamentos repetitivos que acarretam disfunção em alguma área da vida. A senhora pode traduzir essa definição?

Imagine que você tenha se casado com uma pessoa muito dependente, desse tipo que popularmente chamamos de “chiclete”. Ela está sempre exigindo a sua atenção, sofre por achar que não tem o cuidado que merece (mesmo que você nada faça além de tentar agradá-la) e acredita que é questão de tempo ser abandonada. Em algum tempo, você estará exausto emocionalmente. Outra situação comum: a mãe que faz cenas dramáticas cada vez que é contestada ou criticada pelos filhos, que chega a ter sintomas físicos de algum mal-estar para chamar a atenção. Pense ainda naquele vizinho que está sempre arrumando encrenca no prédio. Desconfia de tudo e de todos e não perde uma chance de comprar briga com quem quer que seja. São tipos com que todos nós convivemos, que exibem traços patológicos de transtorno de personalidade. Ou seja: sempre agem da mesma maneira, não admitem ser confrontados, não enxergam problemas em si.

 

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Quando a senhora diz que o grupo B, daqueles com tendência à perversão, é o grupo da moda, o que significa? Pode explicar melhor isso?

Estamos vivendo uma época de superexposição da vida pessoal, da intimidade. De ter é melhor do que ser. As pessoas estão conectadas 24 horas por dia, exibindo-se e a seus bens materiais, seus relacionamentos. O conceito de privacidade mudou. Nesse contexto, pessoas com tendências ao egocentrismo, à vaidade excessiva, à manipulação, à mentira, sentem-se muito à vontade. São características que perpassam os quatro tipos do grupo B. Porém, cada um deles tem traços próprios.

Pode falar um pouco sobre esses quatro subitens (antissociais, borderlines, narcisistas e histriônicos)?

No caso dos antissociais, estamos falando de pessoas manipuladoras, transgressoras, que botam seus desejos e necessidades acima de qualquer coisa. Agem como parasitas sociais, sugando as energias emocionais do outro. E não têm constrangimento em usar e descartar quem quer que seja. Os borderlines são instáveis, passam do amor ao ódio em segundos. Podem assumir comportamentos de risco. O narcisista, de maneira bem simples, é aquele cidadão que chega e pergunta: “Sabe com quem está falando?” É alguém que se considera acima do bem e do mal, tão especial que não precisa seguir regras. Já o indivíduo com transtorno de personalidade histriônico poderá ser reconhecido pela tendência à dramaticidade, à necessidade de estar sempre sob os holofotes.

Já vi estimativas de que 5% da população seria, de forma mais leve ou mais grave, psicopata. Existe alguma estimativa de quanto desse total seria de psicopatas do cotidiano?

Tanto a OMS quanto a Associação Americana de Psiquiatria estimam que cerca de 10% da população têm um ou mais traços patológicos de transtornos de personalidade. A mera presença de uma característica (típica de um problema psíquico), sem trazer tantos prejuízos, não é suficiente para definir a doença.

Se no trabalho você tem colegas ou um chefe psicopata do cotidiano, como se “defender” dele? Tem um jeito de agir com que você “neutraliza” a influência negativa na sua vida?

No trabalho, em família ou na sociedade, há alguns caminhos para conviver de maneira menos traumática com um psicopata do cotidiano. O primeiro passo é entender que você não é a única vítima. Pessoas com esses traços agem da mesma forma com todos. Saiba também que confrontá-lo não vai adiantar. Dificilmente uma pessoa com essas características compreende que tem um problema – ela acredita que o problema são os outros. Quando você compreende que seu chefe é daquele jeito e que não vai mudar, você aprende a se defender e a reagir melhor.

___

Por Aline Reskalla – Publicado Originalmente em: O tempo

MATÉRIA EM DESTAQUE Agosto 09
2018 em perspectiva

Mara Telles - C.Politica -  Belo Horizonte - FACEBOOK· 

Hoje me telefonou o Estadão, que enviou uma jornalista muito simpática. Queriam saber sobre 2018. Falamos quase uma hora, enquanto ela anotava. Quem sai, quem fica, quem disputa. Boas perguntas nos fazem refletir. Em resumo eu respondi o seguinte, a partir das questões propostas sobre "candidatáveis":

a) Embora não seja totalmente certo, não se pode descartar Parlamentarismo e fim das diretas para presidente, uma vez que o PSDB e Temer estão trazendo este tema para a esfera pública;

b) Se as eleições fossem hoje, Lula ganharia.

c) Não é desprezível a força da direita radical, que se expressa em Bolsonaro. O PSDB pode vir a negociar com alguma pauta desta direita radical emebeliana para atrair eleitores, caso vá para um segundo turno, como Sarkozy fez na França, oferecendo mimos ao eleitorado da Front National;

d) PSDB está engalfinhado em lutas fratricidas. Dória e Alckimin disputam a máquina. Se perder a luta interna, Alckimin pode tentar outras legendas.

f) Além do próprio Lula, o maior interessado na não-condenação de Lula é o PSDB. Se Lula sair do páreo, o que restará da narrativa do PSDB, uma vez que o que o sustenta hoje é ser tão somente um pólo aglutinador do anti-Lulismo?

g) Temas da campanha para mim serão: 1) Economia, o que favorece o petismo/oposição, 2) Direitos Humanos (agenda de Bolsonaro com bandido bom é bandido morto) e 3) Política Externa, tema inédito que será usado para atribuir "autoritarismo" às esquerdas. Democracia x autoritarismo.

h) Caso Lula seja condenado, as "esquerdas" perdem as chances de fazer um Presidente.

i) Caso Lula não seja candidato, o pólo antipetista se esvai. E, aumenta a imprevisibilidade dos resultados.

j) Hadadd, caso seja o Plano B, não faz nem cócegas no eleitorado. Perdeu fragorosamente em São Paulo e vai perder no resto do Brasil.

k) Tchau, Marina. Perdeu o timming.

l) Cuidado. Se Lula e Bolsonaro polarizarem, Alckmin tentará ser o "poder moderador" e moderado nesta disputa. E pode se dar bem.

m) Parece 1989, mas é um pouco diferente. Em 89 tinha Esperança, em 2018 tem Desalento e descrença.

Não acredito mais em eleições. O absenteísmo pode crescer a números nunca navegáveis. E quem roubou a urna uma vez, pode roubar pela segunda vez.

Fim

MATÉRIAS EM DESTAQUE Agosto 07-08 

Neymar, o negócio e o futebol

Alguém se pergunta como seria a vida de um povo deprimido se não existisse um entretenimento tão poderoso como este?

8 de Agosto de 2017 - https://www.publico.pt/2017/08/08/desporto/noticia/neymar-o-negocio-e-o-futebol-1781497

ELÍSIO ESTANQUE

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Gosto de futebol. Do futebol jogado dentro das quatro linhas. Como adepto gosto do espetáculo (e, claro, de ver o meu clube ganhar); como cidadão, indigna-me a rede de interesses que circulam em torno do futebol e o excessivo poder económico que alcançou a nível mundial; e como sociólogo procuro analisar e compreender um fenómeno de massas tão complexo e cujo poder simbólico e identitário não encontra rival nas sociedades modernas.

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Os meandros do futebol constituem um labirinto de interesses infinito, e salta à vista de todos a quantidade de gente que beneficia com o negócio. Os agentes, as marcas patrocinadoras, os dirigentes dos clubes, o comércio de franchising, os jornais, rádios e televisões, os Estados e as economias locais e nacionais onde ocorrem os grandes eventos (e onde estão sediados os clubes de maior prestígio), etc., etc. É, sem dúvida, um fenómeno social complexo, que assenta em fatores psicol��gicos e socioculturais (além dos económicos), e é por isso que desperta tantas paixões, mesmo entre muitos daqueles que têm plena noção dos seus efeitos mais perniciosos na sociedade. Sendo o futebol, na atualidade, não só um desporto mas uma indústria global, é inevitável o seu impacto socioeconómico. A ligação do “mercado futebol”, quer a oligopólios, marcas e grupos empresariais, quer aos próprios Estados que o usam estrategicamente, é reveladora da sua força simbólica e poder financeiro.

A transferência de Neymar do Barcelona para o Paris Saint-Germain (PSG) e os valores escandalosos da operação (222 milhões de euros), que ocupou as prime-news das televisões e jornais do mundo inteiro, dizem bem da importância económica — e política — do futebol. No caso, um pequeno Estado — o Qatar — está no centro da jogada. Antigo protetorado do Reino Unido, independente desde 1971, esta pequena monarquia do Golfo Pérsico soube usar a riqueza petrolífera e de gás natural para se modernizar (é minúsculo em população mas riquíssimo economicamente). Acolheu a rede Al Jazira e ultimamente suscitou a hostilidade dos seus vizinhos, nomeadamente a Arábia Saudita e o Bahrein, que o acusam de apoio ao terrorismo, além de partilhar uma visão do mundo árabe contrária à dos sauditas e seus aliados. Daí resultou o atual embargo destes à exportação de produtos alimentares (de que depende completamente; veja-se peça do PÚBLICO de 04/08/2017, “A culpa é do Rei Salman”). Tais tensões projetam-se agora no campo dos patrocinadores das grandes equipas europeias, um domínio hoje disputado pelo Qatar e os Emiratos Árabes Unidos.

Além de outras ameaças, como a tentativa de proibição da cadeia de televisão Al Jazira, o Governo da Arábia Saudita terá até recomendado aos seus cidadãos que não usassem camisolas do Barcelona, que até à época passada ostentavam a sigla da Qatar Airlines, seu patrocinador. Ora, se nos lembrarmos que o Qatar será sede do Mundial de futebol de 2022 e, por outro lado, que o presidente do PSG é o catari Nasser Ghanim Al-Khelaifi (muito próximo do Emir do Qatar, Tamim Al Thani), ex-presidente de uma cadeia televisiva com o exclusivo dos grandes jogos (beIN), e que a Autoridade de Investimento do Qatar (QIA) é a dona do PSG (um fundo soberano, que pertence ao governo do Qatar), fica claro que a promiscuidade entre os negócios do futebol assume neste caso um estatuto de política de Estado.

De um lado, há o interesse em usar o nome de um dos mais famosos jogadores do mundo para promover a jogada de charme que será, a nível internacional e do ponto de vista do país, o Mundial do Qatar (sobretudo se correr bem) e, por outro lado, temos um Presidente francês recém-eleito (ainda mais jovem que o presidente do PSG), desejoso de afirmar o seu estilo moderno e desempoeirado, mas sobretudo a confirmar a sua conhecida intimidade com o mundo financeiro. E aí, é claro que o sistema fiscal francês agradece os impostos aplicados aos milhões dos salários e transferências de jogadores de futebol em que Neymar é apenas o exemplo.

Uma curiosidade, que já não espanta ninguém hoje em dia, é a história daquele caso denunciado há tempos, e objeto de piadas na Internet, em que o salário pago pelo PSG a um jovem recém-licenciado era de menos de metade do salário mínimo francês, enquanto Ibrahimovic recebia 2,6 milhões por mês (suscitando a ira de grupos de ativistas). Imagina-se que a política do clube — tal como a dos outros, incluindo os portugueses — não terá mudado em matéria de injustiças salariais com a chegada de um ídolo ainda mais caro do que o sueco.

O assunto marcou os últimos dias, com tentativas de travagem (falhadas) pelo meio: enquanto em Barcelona se queimavam camisolas, Neymar chegou triunfal a Paris, com adeptos multiculturais à beira da loucura e, como não podia deixar de ser, foi logo saudado pelo Presidente Emmanuel Macron. Abrem-se assim “novos horizontes” para o PSG e para todas as partes envolvidas no negócio. Sem dúvida que, do ponto de vista do cidadão comum, o brilho do “vil metal” parece dar ainda mais brilho ao futebol que, reconheça-se, tem uma “magia” própria. E não só dentro das quatro linhas. Mesmo os que criticam e denunciam a exorbitância dos valores em causa, no fundo, deixam-se guiar por esse fascínio gerado pela grandeza dos que triunfaram e atingiram o topo.

Estamos todos enleados nas mesmas engrenagens socioculturais. O valor agregado que faz aumentar exponencialmente os lucros das sociedades gestoras de fundos, os salários de presidentes e empresários de jogadores, os montantes das transferências e os ordenados pornográficos dos grandes ídolos não vem unicamente da especulação financeira e da corrupção. Emana da sociedade de consumo em que vivemos. E, portanto, dos nossos hábitos. Ou seja, eles são ídolos não apenas devido à capacidade técnica, aos golos e à intensidade e beleza das jogadas, mas porque há milhões de aficionados que pagam bilhetes, quotizações, compram jornais desportivos, assinam canais de TV, etc., que alimentam o mercado e a máquina mediática promotora da idolatria.

No final de uma semana de trabalho, assistir a um jogo decisivo é um lenitivo insubstituível. Uma “alienação consciente” e libertadora. Todos os centros urbanos do mundo estão povoados de bares e ecrãs plasma, por isso mesmo. Os portugueses adoram futebol e vibram intensamente com os grandes jogos — embora, devido ao excesso de clubismo, percam mais tempo em discussões inúteis do que a apreciar o jogo, ao contrário, por exemplo, da Inglaterra, país berço do futebol. Nada justifica (a não ser o mercado das audiências) as horas infinitas semanais dedicadas a “discutir” futebol nos principais canais televisivos em Portugal.

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Mas, mesmo admitindo que, por absurdo, um dia a exaustão propagandística atingisse o seu ápice, alguém acredita que seria possível uma “greve geral” ao futebol? E alguém se pergunta como seria a vida de um povo deprimido se não existisse um entretenimento tão poderoso como este? Quanto vale o “orgasmo coletivo” do golo decisivo do nosso clube de coração? Em que outras atividades existem tantos profissionais de origem popular que atingiram o topo? Haverá uma atividade mais democrática (ou meritocrática) do que o futebol? Algum português poderia ficar indiferente à gloriosa vitória da nossa seleção no Euro 2016?

O valor simbólico, afetivo, identitário das grandes finais é incomensurável. E isso também se faz, e muito, com as estrelas mais cintilantes. Ronaldo pode exceder-se e ficar encandeado com o seu próprio brilhantismo (ao comparar-se a uma luz brilhante que atrai os insetos). Mas a verdadeira luz que constrói a idolatria funda-se, em última instância, na energia dos adeptos e consumidores de futebol. Na sociedade atomizada e de risco em que vivemos, a massificação e, sobretudo, a excitação coletiva das multidões tornaram-se a contraparte do individualismo e da solidão. O futebol é emoção e arte em movimento. Por isso produz e reproduz formas identitárias dotadas de um poder simbólico e político tão impressionante. Por isso os milhões $$$ são alimentados por milhões.

O autor escreve segundo as normas do novo Acordo Ortográfico

Sociólogo; professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra

 

Los Juegos de los elefantes blancos

PRIMERA PLANAUn año de la cita olímpica de Brasil

Lorena González . http://www.marca.com/primera-plana/2017/08/08/59834a0f22601d32428b45d8.html

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Los JJOO acabaron de hundir a Brasil en la crisis sociopolitica más importante de los últimos 100 años. Políticos y organizadores están en prisión

Río, una de las ciudades más peligrosas del mundo y a la vez, entre las más turísticas, albergaba el pasado verano los JJOO. Entre brasileños manifestándose en las calles, inseguridad, infraestructuras precarias, cambio de gobierno e instalaciones demasiado costosas, veíamos los oros de Michael Phelps, el 'triple-triple' de Usain Bolt o la medalla dorada para el equipo de Neymar. De todo aquello, apenas un paisaje dantesco y una crisis sociopolítica agravada con aquellos Juegos.

La piscina olímpica es hoy un verde foco de infección. El centro acuático, basura y putrefacción. Quedan riachuelos de aguas fecales, un Maracaná en la oscuridad, sin asientos, ni hierba, pero con una deuda de más un millón de euros por suministro de luz. Durante la competición se intentó que animales muertos que flotaban en las aguas de la Bahía de Guanabra, se chocaran contra las embarcaciones de vela. Además, hace unos días, un incendio convertía en llamas el Velódromo, la instalación menos usada y más cara de los últimos Juegos.

Los organizadores siguen debiendo casi 40 millones de euros y la policía, que ya se manisfestaba durante el evento, se queda sin agentes por impagos. Los militares de Rio salieron a las calles para combatir la violencia. Los juegos dejaron media docena de instalaciones deportivas vacantes y 3.600 departamentos vacíos en la Villa Olímpica. El campo de golf, que costó 20 millones de dólares, cuenta con escasos afiliados y los no brasileños pagan 180 dólares por una ronda. Se realizó, entre multitud de protestas por su dudosa financiación y utilidad, una ampliación del metro, construyendo la línea 4 para unir Ipanema con la Villa Olímpica. Antes de iniciarse los JJOO, el recinto tenía casi vistas directas a a la colosal favela Rochina o la de Vidigal. La devastada Villa Autódroma, que 'molestaba' por estar en una de las esquinas de la Villa Olímpica. En ella vivían más de 800 familias. El gobierno les prometió reubicación, pero en la mayoría de casos, no se cumplieron las condiciones mínimas de vivienda.

Según los datos de la Autoridade Pública Olímpica, la inversión ascendió a unos 11.000 millones de euros, un 35% más de lo presupuestado frente al COI en 2008. Temer, presidente del Gobierno brasileño desde agosto de 2016, aceptó una concesión de casi 854 millones de euros a fondo perdido para gastos en la seguridad de las Olimpiadas. El ex alcalde de Río Eduardo Paes fue investigado bajo sospecha de aceptar 5 millones de dólares y así facilitar la construcción de proyectos relacionados con los juegos. Y el ex gobernador del estado de Río, Sergio Cabral, está preso por corrupción.

La gran mayoría de los contratos de obras públicas se los llevaron las cinco mayores constructoras de Brasil. Todas coinciden en el caso Lava Jato, una investigación que se ha venido a considerar el mayor caso de corrupción de la historia de Brasil. El ex presidente Lula da Silva, al que se le concedieron los juegos a Río, fue condenado a nueve años de prisión por actos corruptos. Su sucesora,

Dilma, fue destituida en agosto de 2016 tras su "impeachment" en el Congreso, por manipular las cuentas públicas. Esta semana, el actual presidente, salvaba 'in extremis' su cargo por supuestos sobornos.

Tampoco hay muchas esperanzas de que la situación mejore. La ciudad se ha quedad sin dinero tras los Juegos y los delitos violentos siguen en ascenso, consecuencia de la peor crisis económica que vive Brasil en sus últimos 100 años. El evento deportivo ha embolsado mucho dinero en contados bolsillos. Rio 2016fue, es y será un elefante blanco de la historia Olímpica.

MATÉRIA EM DESTAQUE

Como o Canadá se tornou uma superpotência em educação

Sean CoughlanCorrespondente de Educação5 agosto 2017

Direito de imagemREUTERSImage captionO Canadá subiu ao topo do rankings de educação internacionais

Em debates sobre os melhores sistemas educacionais do mundo, os nomes mais citados costumam ser de países nórdicos, como a Noruega e a Finlândia, ou de potências como Cingapura e Coreia do Sul.

Embora seja muito menos lembrado, o Canadá subiu ao topo dos rankings internacionais.

Matemática, música e bullying: como é a vida de crianças superdotadas no Brasil

Na mais recente rodada de exames do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, entidade que reúne países desenvolvidos), o Canadá ficou entre os dez melhores países em matemática, ciências e interpretação de texto.

As provas são o maior estudo internacional de desempenho escolar e mostram que os jovens do Canadá estão entre os mais bem educados do mundo.

Eles estão muito à frente de vizinhos como os Estados Unidos e de países europeus com quem têm laços culturais, como o Reino Unido e a França.

O Canadá também tem a maior proporção de adultos em idade produtiva com educação superior - 55%, em comparação com uma média de 35% de países da OCDE.

Alunos imigrantes

O sucesso do Canadá em testes escolares é incomum ao ser comparado com tendências internacionais.

Os países com melhor desempenho costumam ser pequenos, com sociedades homogêneas e coesas e com cada pedaço do sistema educacional integrado a uma estratégia nacional - como em Cingapura, que tem sido usado como exemplo de progresso sistemático.

Direito de imagemGETTY IMAGESImage captionO Canadá tem tido muito mais sucesso que seu vizinho, os EUA

O Canadá nem sequer tem um sistema educacional nacional, pois a organização é baseada em províncias autônomas. E é difícil imaginar um contraste maior entre uma cidade-Estado como Cingapura e um país de dimensões continentais como o Canadá.

Em uma tentativa de entender o sucesso do Canadá na educação, a OCDE descreveu o papel do governo federal no setor como "limitado e às vezes inexistente".

Também é bem conhecido o fato de que o Canadá tem um alto número de imigrantes em suas escolas. Mais de um terço dos jovens no Canadá têm ambos os pais oriundos de outro país.

Os filhos das famílias de imigrantes recém-chegados se integram em um ritmo rápido o suficiente para ter o mesmo desempenho de seus colegas de classe.

Direito de imagemGETTY IMAGESImage captionCerimônia de recepção de novos cidadãos canadenses; alunos imigrante alcançam o nível de locais em pouco tempo

Quando o último ranking da OCDE é analisado em detalhe, os resultados regionais do Canadá são ainda mais impressionantes.

Se as províncias se inscrevessem no teste como países separados, três delas (Alberta, Quebec e British Columbia) estariam entre os cinco primeiros lugares em ciências, junto com Cingapura e Japão e à frente de lugares como Finlândia e Hong Kong.

Afinal, como o Canadá superou tantos outros países na área de educação?

Andreas Schleicher, o diretor de educação da OCDE, diz a característica que une os diversos sistemas educacionais do país é a igualdade.

Apesar de diversas diferenças nas políticas educacionais, um traço em comum entre todas as regiões do país é o comprometimento em oferecer igualdade de oportunidades na escola.

Schleicher diz que existe um forte senso de equilíbrio e igualdade de acesso - o que pode ser observado na alta performance acadêmica de filhos de imigrantes.

Até três anos depois de chegar ao país, os alunos imigrantes alcançam notas tão altas quanto as de seus colegas. Isso torna o Canadá um dos poucos países em que crianças imigrantes atingem um patamar similar aos das não-imigrantes.

Outra característica distinta é que os professores são muito bem pagos em comparação com os padrões internacionais - e o ingresso na profissão é altamente seletivo.

Oportunidades iguais

David Booth, professor do Instituto para Estudos em Educação da Universidade de Toronto, destaca um forte investimento de base em alfabetização.

Existiram esforços sistemáticos para melhorar a alfabetização, com a contratação de educadores bem treinados, investimento em recursos como bibliotecas nas escolas e avaliações para identificar escolas ou alunos que possam estar tendo dificuldades.

John Jerrim, do Instituto UCL de Educação de Londres, diz que o ótimo desempenho do Canadá nos rankings internacionais reflete a homogeneidade socioeconômica do país.

O país não é uma nação de extremos. Pelo contrário, seus resultados mostram uma média alta, com pouca diferença entre os estudantes mais e menos favorecidos.

Direito de imagemGETTY IMAGESImage captionO Canadá paga altos salários aos professores comparado com a média internacional

No mais recente Pisa, o exame da OCDE, a variação de notas causada por diferenças socioeconômicas entre os estudantes canadenses foi de 9%, em comparação com 20% na França e 17% em Cingapura, por exemplo.

Os resultados mais igualitários explicam porque o Canadá está indo tão bem em exames internacionais. O país não tem nem uma fatia residual de estudantes com desempenho ruim, o que normalmente é algo relacionado à pobreza.

É um sistema consistente. Além da pouca diferença entre estudantes ricos e pobres, também há uma variação muito pequena entre diferentes escolas, em comparação com a média de países desenvolvidos.

Segundo o professor Jerrim, o alto número de imigrantes não é visto com um potencial entrave ao sucesso nos exames - o fato é provavelmente um dos ingredientes dos bons resultados.

Os imigrantes que vivem no Canadá, muitos de países como a China, a Índia e o Paquistão, têm educação relativamente alta, e a ambição de ver seus filhos se tornarem profissionais bem sucedidos.

O especialista afirma que essas famílias têm "fome de sucesso", e que suas altas expectativas provavelmente influenciam o desempenho escolar de seus filhos.

O professor Booth, da Universidade de Toronto, também cita esse fato. "Muitas famílias recém-chegadas ao Canadá querem que seus filhos tenham sucesso, e os alunos têm motivação para aprender", diz.

Este ano tem sido excepcional para a educação no Canadá. As universidades estão aproveitando o "efeito Donald Trump", com um número recorde de inscrições de estudantes que enxergam o Canadá como uma alternativa aos Estados Unidos após a eleição do atual presidente.

A vencedora do Prêmio Global de Professores também é canadense - Maggie MacDonnel está usando a condecoração para fazer campanha pelo direitos dos estudantes indígenas.

No ano em que celebra seu aniversário de 150 anos, o Canadá reivindica o status de uma superpotência em educação.

http://www.bbc.com/portuguese/internacional-40816777?SThisFB

MATERIA EM  DESTAQUE Agosto, 05

Gritos e choro levam polícia à casa de dois idosos – e o motivo parte o coração

 Aleteia Brasil | Ago 10, 2016

https://pt.aleteia.org/2016/08/10/gritos-e-choro-levam-policia-a-casa-de-dois-idosos-o-motivo-os-deixa-de-boca-aberta/

Polizia di Statr

O casal Jole, de 84 anos, e Michele, de 94, chorava em pranto dilacerante, vítimas de... solidão!

Avisados pelos vizinhos, quatro policiais italianos bateram à porta de um apartamento em Roma. Lá dentro, segundo o jornal La Repubblica, eles testemunharam uma cena surpreendente, que os deixou de boca aberta e lhes partiu o coração: um casal de idosos que não conseguia controlar as lágrimas e chorava copiosamente de… solidão!

Os quatro agentes chegaram ao local porque alguns vizinhos tinham denunciado gritos e choro procedentes do domicílio. Ao entrarem, no entanto, os policiais logo perceberam que não estava sendo cometido ali nenhum delito.

Quem chorava, em um pranto dilacerante, eram Jole e seu esposoMichele (pronuncia-se “Iôle” e “Mikéle”), ela com 84 anos, ele com 94, ambos vítimas de uma “incurável solidão”.

Parte dos vizinhos tinha ido embora e a cidade toda estava mais vazia por causa das férias de verão no hemisfério Norte. Entre estas e outras várias razões aparentemente banais, mas acumuladas na alma a ponto de explodir, o casal também chorava de desânimo e preocupação pelas horríveis notícias que viam o tempo todo na televisão.

Ao verem a situação impactante – mas que, no fim das contas, é bem mais comum do que se possa imaginar –, os quatro policiais tiveram uma iniciativa pelo menos tão surpreendente quanto, só que agora em sentido positivo: enquanto um deles se pôs de imediato a preparar um jantar, os outros três se sentaram gentilmente ao lado dos dois anciãos para lhes dar um dos presentes mais belos e inesquecíveis que um idoso espera dos outros seres humanos: conversar com eles.

 

MATERIA EM DESTAQUE Agosto, 02

É urgente reverter o golpe disparado contra o meio ambiente no Brasil. 

 
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JOSÉ EDUARDO BICUDO, professor da Universidade de Wollongong, Austrália

O verão no hemisfério norte no ano de 1988, ano da promulgação da constituição cidadã no Brasil, foi especialmente quente e as queimadas que ocorreram na Amazônia também naquele ano mereceram destaque especial: tratava-se de um fenômeno em princípio local, mas com conseqüências globais, pelos efeitos sobre as mudanças climáticas e pela destruição da biodiversidade. Esses acontecimentos, de certo modo, convenceram a opinião pública de que o efeito estufa não era apenas teórico.

Ainda em 1988, James Hansen, climatologista da NASA, prestou um importante testemunho junto ao senado norte-americano, chamando atenção para o fato de que o planeta estava sofrendo um aquecimento inexorável, como conseqüência das fortes emissões de gases de efeito estufa. Nessa época, ainda não se falava em aquecimento global, porém muitos cientistas, inclusive brasileiros, já trabalhavam com essa ideia.

Em 1989, o escritor Bill McKibben escreveu um artigo publicado, na revista The New Yorker, cujo título em português é “O Fim da Natureza”, no qual ele faz uma reflexão profunda sobre o significado do efeito estufa. Segundo McKibben, “as mudanças que ocorrem no nosso mundo, e que nos afetam em particular, podem ocorrer durante o nosso período vida – não tão somente mudanças provocadas pelas guerras, mas eventos muito maiores e devastadores.

Ao não reconhecermos a existência de tais mudanças, corremos o risco de ultrapassar o seu limiar. Eu acredito que estejamos vendo o fim da natureza. Isso não significa o fim do mundo. A chuva continuará a cair e o sol continuará a brilhar. Quando digo “natureza”, refiro-me a um certo conjunto de ideias acerca do mundo em que vivemos e do nosso lugar neste mundo. Mas, a morte dessas ideias começa com as mudanças concretas que ocorrem no nosso entorno, as quais podem ser mensuradas pelos cientistas.

Cada vez mais freqüentemente essas mudanças irão colidir com as nossas percepções, até que a nossa sensação acerca da natureza, como eterna e separada de nós, finalmente se desmancha e assim seremos capazes de ver claramente o que fizemos”. Passados quase 30 anos, estamos muito próximos de ultrapassar esse limiar, mas muitos ainda não perceberam, ou se recusam a fazê-lo.

Há duas semanas, um pedaço da Antártica, quase do tamanho do Distrito Federal, em torno de 5.000 kme pesando um trilhão de toneladas, desprendeu-se da plataforma de gelo denominada Larsen C e começou a flutuar em direção a águas mais quentes.

É bem possível, conforme escreveu recentemente o escritor Fen Montaigne, no The New York Times, que se um pedaço maior de gelo se desprender do lado oeste da Antártica e derreter no oceano, o nível do mar poderá subir até 5 metros. Se isso ocorrer, as implicações poderão ser devastadoras para centenas de milhões de pessoas, rompendo cadeias alimentares, inundando cidades costeiras, disseminando doenças, disparando migrações em massa e solapando economias de um modo totalmente imprevisível.

Enquanto isso, no Brasil, como se sofrêssemos os efeitos de um tsunami, observa-se a destruição do pouco daquilo que foi conquistado, ao longo dos últimos 30 anos, para preservar o meio ambiente e amenizar os efeitos provocados pelas mudanças climáticas.

O avanço sem freios do agronegócio sobre biomas brasileiros, a poluição dos rios e das águas costeiras, a invasão de terras indígenas demarcadas, acompanhada da matança de pessoas de modo covarde e cruel, são todos sintomas de uma sociedade que perdeu o rumo, não sabe mais o quê priorizar para o seu próprio futuro e sobrevivência, e nem como fazê-lo.

A agenda binária e retrógrada promovida pelos golpistas que solaparam a democracia brasileira a serviço de uma elite compromissada apenas com seus próprios interesses, o ódio disseminado pela mídia conservadora e retrógrada, amplificado nas redes sociais, colocam uma cortina de fumaça e não permitem um debate sério sobre as questões ambientais.

A ignorância, a indigência intelectual, a má fé e a mediocridade dos nossos governantes, parlamentares e de membros do poder judiciário, com raríssimas exceções, estão nos levando a uma situação na qual o futuro das próximas gerações poderá ficar para sempre comprometido.

O desmonte da ciência brasileira, em especial, que vem sendo feito nos últimos dois anos e que, de acordo com a agenda golpista, se prolongará no mínimo pelas próximas duas décadas, significa que haverá cada vez menos condições mínimas necessárias para a realização de novas descobertas e aquisição de novos conhecimentos para o enfrentamento dos efeitos provocados pelo aquecimento global. Todavia, o problema dessa péssima estratégia é que os seus responsáveis não terão como escapar da armadilha que criaram.

Estamos todos, golpistas e golpeados, literalmente no mesmo barco. Está na hora de se reverter essa monstruosidade. Chega de nos deixarmos levar por distrações e distorções fomentadas por pessoas inescrupulosas e propagandeadas de maneira irresponsável pela mídia conservadora e retrógrada. O meio ambiente nos une a todos, pois dependemos dele para a nossa sobrevivência assim como a das futuras gerações.

É urgente que não percamos mais tempo com as polarizações esquizofrênicas que têm caracterizado as relações humanas nos últimos tempos no Brasil. A ganância dos golpistas não os tornará mais imunes aos efeitos do aquecimento global. Pelo contrário, fará com que este chegue ainda mais cedo, infelizmente para todos. Portanto, as pessoas que vêm a preservação do meio ambiente como um fator de união não terão nada a perder ou o que temer. Pelo contrário, só terão a ganhar com um movimento de resistência que impeça e faça reverter o avanço dessa onda suicida de extermínio.

Como salientou McKibben, estamos muito próximos do limiar de extinguirmos a “natureza” como ainda a percebemos, ou seja, eterna e separada de nós.  Temos, portanto, a responsabilidade de agirmos já, sem hesitações, para garantir a sobrevivência das gerações futuras, com no mínimo os mesmos benefícios que a natureza nos proveu até agora.

O egoísmo extremo e a visão de curto prazo de alguns poucos não poderão prevalecer sobre aquilo que, sem dúvida alguma, é o desejo da grande maioria dos seres humanos e que enxergam a preservação do meio ambiente como um dos pilares da sua própria sobrevivência. Como diz Naomi Klein, “isso muda tudo” (título de livro de sua autoria).

MATÉRIA EM DESTAQUE Julho 30

A filosofia pode ensinar o que o Google não pode (notícia)

Por Filosofia na Escola terça-feira, janeiro 31, 2017 0 comentários

http://www.filosofianaescola.com.br/2017/01/a-filosofia-pode-ensinar-o-que-o-google.html?spref=fb

Livre tradução e adaptação do texto publicado no jornal britânico The Guardian.

Seja com a invenção de carros sem motorista, ou nos telefones quando ligamos para o banco ou para uma loja: todos sabemos que os robôs estão chegando, e em muitos casos já estão aqui. Em 2013, economistas da Oxford University’s Martin School estimaram que, nos próximos 20 anos, mais de metade de todos os empregos serão substituídos por tecnologias inteligentes. Como essa perspectiva de uma vida auxiliada por robôs, é tolo negar que as crianças que estão na escola hoje entrarão num local de trabalho muito diferente amanhã - e isso se tiverem sorte. [...] Os futurólogos preveem que os trabalhos administrativos e burocráticos serão cada vez mais terceirizados para "máquinas", bem como os trabalhos manuais.

Diante disso, como os educadores devem preparar os jovens para a vida cívica e profissional numa era digital? [...] Redobrar o investimento em ciência, tecnologia, engenharia e matemática não vai resolver o problema, pois: o treinamento em altas tecnologias tem suas limitações imaginativas.

Num futuro próximo, os que abandonaram a escola precisarão de outras habilidades. Em um mundo onde o conhecimento técnico é cada vez mais restrito, as habilidades e a confiança para percorrer disciplinas será recompensado. Precisaremos de pessoas que estejam preparadas para perguntar e responder às perguntas que não são encontradas no Google, como: Quais são as ramificações éticas da automação das máquinas? Quais são as consequências políticas do desemprego em massa? Como devemos distribuir a riqueza em uma sociedade digitalizada? Como sociedade nós precisaremos estar mais familiarizados com a Filosofia para discutirmos tais questões. 

Em meio às incertezas políticas de 2016, o presidente irlandês Michael D Higgins lançou uma luz nesta área. "O ensino da filosofia", disse ele em novembro, "é uma das ferramentas mais poderosas que temos à nossa disposição para capacitar as crianças a atuar como sujeitos livres e responsáveis em um mundo cada vez mais complexo, interconectado e incerto". A sala de aula, ele enfatizou, oferece um "caminho para uma cultura democrática humanista e vibrante".

Em 2013, enquanto a Irlanda lutava contra os efeitos da crise financeira, Higgins lançou uma iniciativa nacional que pedia um debate sobre o que a Irlanda valorizava como sociedade. O resultado é que em setembro, pela primeira vez, a filosofia foi introduzida nas escolas irlandesas. O curso para jovens de 12 a 16 anos provoca os jovens a refletirem sobre questões que - até agora - estavam ausentes dos currículos escolares. No Reino Unido, uma rede de filósofos e professores ainda está tentando implantar algo parecido. E na Irlanda, uma nação que já foi considerada "o país mais católico", já está explorando reformas para estabelecer a filosofia para as crianças como um assunto dentro das escolas primárias.

Esta expansão da filosofia no currículo é algo que Higgins e sua esposa Sabina, graduado em filosofia, pediram expressamente. As opiniões de Higgins estão à frente de seu tempo. Se alguns educadores assumem que a filosofia é inútil, é justo dizer que muitos filósofos acadêmicos ainda são territoriais ou ignorantes sobre a viabilidade de tratarem do assunto para além da academia. Se por um lado os educadores precisam ficar sábios, por outro lado os filósofos precisam superar a si mesmos.

O pensamento e o desejo de compreender não vêm naturalmente - ao contrário do que Aristóteles acreditava. Diferentemente, digamos, do sexo e da fofoca, a filosofia não é um interesse universal. Bertrand Russell aproximou-se disso quando disse: "A maioria das pessoas prefere morrer do que pensar; na verdade, é isso que fazem ". Embora possamos todos ter a capacidade de filosofar, é uma capacidade que requer treinamento e "cutucões" culturais. Se a busca da ciência requer algum andaime cognitivo, como argumenta o filósofo norte-americano Robert McCauley, então o mesmo vale para a filosofia.

A filosofia é difícil. Abrange a dupla exigência de trabalho árduo e um supervisor sério. Isso nos obriga a superar os preconceitos pessoais e as armadilhas no raciocínio. Para isso é necessário o diálogo tolerante, e imaginar pontos de vista divergentes enquanto os avalia. A filosofia ajuda as crianças - e os adultos - a articular perguntas e a explorar respostas que não são facilmente extraídas pela introspecção ou pelo Twitter. No seu melhor, a filosofia coloca ideias, não egos, na frente e no centro. E é a própria fragilidade - a não-naturalidade - da filosofia que exige que ela seja incorporada, não apenas nas escolas, mas nos espaços públicos.

A filosofia não vai trazer de volta os trabalhos perdidos para os robôs. Não é uma cura para todos os problemas atuais ou futuros do mundo. Mas pode construir uma imunidade contra julgamentos descuidados, e certezas não avaliadas. A filosofia em nossas salas de aula poderia nos preparar melhor para perceber e desafiar os conhecimentos convencionais da nossa era. Talvez por isso não seja surpreendente que o presidente da Irlanda, um país que foi uma vez uma sub-teocracia, tenha entendido isso.

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 Que Será? - Pernambuco ; www.quesera.com.br

 Revista Fevereiro

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 La ONDA DIGITAL - Montevidéu. 
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 REVISTA PROFANAÇÕES- http://www.periodicos.unc.br/index.php/prof

 REVISTA BRASILEIROS;http://brasileiros.com.br/revista-brasileiros/ 

           Revista Lusofonia Blog dos Países de Língua Portuguesa

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http://www.dominiopublico.gov.br  - http:/www.oplop.uff.br

http://newleftreview.es/  - http://www.esquerda.net/  -

Fórum Mundial das Alternativas - http://neai-unesp.org/  - http://www.jubileusul.org.br/

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